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Dinheiro
22/12/2008 - 13h04

Empresas de construção dos EUA podem pedir ajuda ao governo

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da Efe, em Washington

Algumas das maiores empresas de construção nos Estados Unidos buscam ajuda do governo, segundo reportagem desta segunda-feira do jornal "The Wall Street Journal" ("WSJ").

O setor, segundo o "WSJ", quer ser incluído no novo programa de empréstimos, no valor de US$ 200 bilhões, criado inicialmente pelo governo para sustentar o mercado de empréstimos estudantis, créditos para a compra de veículos e a dívida em cartões de crédito.

"A indústria [da construção] adverte de que milhares de complexos de escritórios, hotéis, shoppings e outros edifícios comerciais que se encaminham à moratória, as execuções hipotecárias e as falências endividam US$ 530 bilhões ser refinanciados nos próximos três anos", afirma a reportagem.

Os construtores, segundo o jornal, afirmam que isso apresenta "outra grande ameaça para o já fragilizado sistema financeiro global".

"Em carta recente a Henry Paulson [secretário do Tesouro dos EUA], assinada por vários grupos do setor imobiliário, o cenário foi descrito como tenebroso", acrescenta a reportagem.

Na semana passada, o governo americano anunciou que vai usar recursos do Tarp (Programa para Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês), o pacote de US$ 700 bilhões aprovado em outubro e destinado inicialmente a resgatar empresas do setor bancário com problemas ligados a papéis "podres" (com alto risco de calote) para ajudar o setor automobilístico.

De início a General Motors (GM) e a Chrysler terão acesso a US$ 13,4 bilhões, com outros US$ 4 bilhões que podem ser oferecidos em março. O acordo exige como contrapartida das empresas a apresentação de dados que mostrem que estão em condição financeiramente viável até o fim de março de 2009.

Bush disse na sexta-feira (19) que permitir a quebra das empresas automobilísticas "não é o curso responsável de ação" e que, dadas as condições em que o setor e a economia do país se encontram, um empréstimo de US$ 13,4 bilhões será liberado inicialmente, e outros US$ 4 bilhões.

 

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