Dinheiro
22/12/2008 - 15h53

Dólar e juros elevam dívida pública para R$ 1,374 trilhão em novembro

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da Folha Online

A alta do dólar e os juros provocaram um aumento da dívida pública no mês de novembro. A dívida pública federal cresceu 2,16% no mês passado e chegou a R$ 1,374 trilhão, segundo dados do Tesouro Nacional divulgados nesta segunda-feira. Foi o quarto mês consecutivo de alta.

O PAF (Plano Anual de Financiamento do governo) prevê que a dívida pública federal irá fechar este ano entre R$ 1,36 trilhão e R$ 1,42 trilhão. Em dezembro de 2007, estava em R$ 1,333 trilhão.

Desse total, parte representa a dívida pública federal interna (DPMFi), que cresceu 1,48%, passando de R$ 1,226 trilhão para R$ 1,244 trilhão.

O motivo para esse crescimento, segundo dados do Tesouro Nacional, foi a apropriação de juros no período, que chegou a R$ 13,7 bilhões, e pela emissão líquida de títulos, de R$ 4,4 bilhões.

A dívida pública federal externa teve crescimento de 9,15% de outubro para novembro, atingindo R$ 130 bilhões. A elevação deu-se por causa da desvalorização do real frente às moedas estrangeiras que compõem a dívida externa brasileira. Os juros apropriados, nesse caso, chegaram a R$ 12 bilhões.

Em relação à composição da dívida pública como um todo, houve redução na participação da DPMFi, que caiu de 91,15% em outubro para 90,54 % em novembro. Com isso, houve incremento da dívida pública externa que passou de 8,85% para 9,46% no período comparado.

A parcela de títulos prefixados na composição da DPMFi aumentou de 31,5% para 31,61% de outubro para novembro, com emissões líquidas de títulos de R$ 3,3 bilhões. Corrigida pela taxa Selic, a participação na DPMFi passou de 36,26% para 36,64%. Já a participação dos títulos corrigidos pela inflação caiu de 29,75% para 29,15% de acordo com o Tesouro Nacional.

No caso da DPFe, houve redução de títulos corrigidos pelo real com a desvalorização da moeda nacional frente ao dólar e também dos contratos na moeda local. A queda passou de 8,87% para 8,20% de outubro para novembro.

Por outro lado, a participação dos títulos e contratos corrigidos pela moeda norte-americana cresceu de 79,06% para 79,49% na mesma comparação.

Com Agência Brasil

 

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