Agências de classificação reduzem notas de risco da GM, Chrysler e Ford
da France Presse, em Nova York
Atualizado às 21h41.
As montadoras americanas General Motors, Chrysler e Ford tiveram suas notas de risco rebaixadas nesta segunda-feira pelas agências de classificação Standard & Poor's e Moody's. Em todos os casos, as agências alegaram a deterioração das dívidas das empresas devido a crise financeira internacional.
Entenda o que é "rating" ou nota de risco
De acordo com a S&P, a nota da GM caiu para "C", apenas um degrau acima da classificação das empresas que pedem concordata. A redução foi adequada à dívida sem garantia do grupo, cujos credores não serão considerados prioritários em caso de falência sobre os governos de Estados Unidos e Canadá.
A S&P estima que em caso de falência, os credores sem garantia não receberão mais que uma pequena parte, entre 1% e 10%.
No caso da Chrysler, a S&P reduziu em três níveis a nota da fabricante americana de veículos, que passou para "CC", devido à sua incapacidade de pagar suas dívidas. Anteriormente considerada "CCC+", a Chrysler está agora a apenas dois níveis do piso da classificação da S&P, "D", atribuído a empresas em moratória.
No início deste mês, a Moody's já havia rebaixado as notas da GM e da Chrysler de "Caa2" para "Ca", diante da possibilidade de suspensão de pagamentos. Na ocasião, a nota da Ford foi mantida em "Caa1", com uma perspectiva negativa.
Porém, nesta segunda-feira, a Moody's anunciou a redução em dois degraus da classificação da Ford para "Caa3", também acompanhada por uma perspectiva negativa, o que significa que a Moody's não exclui outra redução no futuro, destacou a agência.
Segundo a Moody's, "a degradação reflete o risco crescente de que a Ford tenha que adotar medidas de reestruturação para obter as mesmas concessões que GM e Chrysler", que na sexta-feira passada aceitaram condições muito severas impostas por Washington para receber ajuda financeira urgente.
O governo americano vai usar recursos do chamado Tarp (Programa para Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês), o pacote de US$ 700 bilhões aprovado em outubro e destinado inicialmente a resgatar empresas do setor bancário com problemas ligados a papéis "podres" (com alto risco de calote) para ajudar as montadoras.
De início a General Motors e a Chrysler terão acesso a US$ 13,4 bilhões, com outros US$ 4 bilhões que podem ser oferecidos em março. A GM ficará com US$ 9,4 bilhões e a Chrysler receberá US$ 4 bilhões.
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