FMI adverte que crise financeira pode virar grande depressão
da Efe, em Paris
O FMI (Fundo Monetário Internacional) advertiu que a recessão econômica atual pode virar uma "grande depressão" se não houver uma aumento no consumo, o que torna necessária a adoção de práticas como novos planos públicos de relançamento econômico.
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"Os meses que virão serão muito ruins. É necessário acabar com esta perda de confiança, realizar planos de relançamento e, se necessário, substituir a demanda privada se quisermos evitar que a recessão vire uma grande depressão", disse o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard.
Em entrevista publicada hoje pelo jornal francês "Le Monde", Blanchard afirmou que por enquanto seria suficiente injetar na economia 2% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial nesses planos de relançamento.
"Porém, se as circunstâncias exigirem, os Estados têm de estar prontos para injetar 3% ou mais. O importante é apoiar a atividade e reativar a economia agora", explicou.
Para o economista-chefe do FMI, a prioridade é restabelecer a confiança para reativar a demanda através de instrumentos monetários e orçamentários, mas também com o restabelecimento do sistema financeiro para que os bancos voltem a fazer empréstimos a cidadãos e empresas.
Sobre os planos estatais de relançamento, considerou que é preferível que sejam centrados em aumentar o gasto público e não em diminuí-lo: "A construção de pontes ou a renovação de escolas pode ter mais efeitos sobre a demanda que reduções de impostos", disse.
Por isso mesmo, 'vale mais apostar na população vítima do desemprego ou endividada, já que precisam de mais e gastarão (o dinheiro) em seguida, o que contribuirá para a reativação da atividade econômica'.
O economista-chefe do FMI explicou ainda que os países emergentes têm que enfrentar uma retirada em massa de capitais, que para alguns pode chegar a representar a metade de seu PIB, o que acarreta na crise da taxa de câmbio.
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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