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Dinheiro
23/12/2008 - 12h29

FMI adverte que crise financeira pode virar grande depressão

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da Efe, em Paris

O FMI (Fundo Monetário Internacional) advertiu que a recessão econômica atual pode virar uma "grande depressão" se não houver uma aumento no consumo, o que torna necessária a adoção de práticas como novos planos públicos de relançamento econômico.

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"Os meses que virão serão muito ruins. É necessário acabar com esta perda de confiança, realizar planos de relançamento e, se necessário, substituir a demanda privada se quisermos evitar que a recessão vire uma grande depressão", disse o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard.

Em entrevista publicada hoje pelo jornal francês "Le Monde", Blanchard afirmou que por enquanto seria suficiente injetar na economia 2% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial nesses planos de relançamento.

"Porém, se as circunstâncias exigirem, os Estados têm de estar prontos para injetar 3% ou mais. O importante é apoiar a atividade e reativar a economia agora", explicou.

Para o economista-chefe do FMI, a prioridade é restabelecer a confiança para reativar a demanda através de instrumentos monetários e orçamentários, mas também com o restabelecimento do sistema financeiro para que os bancos voltem a fazer empréstimos a cidadãos e empresas.

Sobre os planos estatais de relançamento, considerou que é preferível que sejam centrados em aumentar o gasto público e não em diminuí-lo: "A construção de pontes ou a renovação de escolas pode ter mais efeitos sobre a demanda que reduções de impostos", disse.

Por isso mesmo, 'vale mais apostar na população vítima do desemprego ou endividada, já que precisam de mais e gastarão (o dinheiro) em seguida, o que contribuirá para a reativação da atividade econômica'.

O economista-chefe do FMI explicou ainda que os países emergentes têm que enfrentar uma retirada em massa de capitais, que para alguns pode chegar a representar a metade de seu PIB, o que acarreta na crise da taxa de câmbio.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
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Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
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augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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