França vai ajudar setor automotivo a superar crise, diz Sarkozy
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse nesta terça-feira que pretende anunciar um pacote de incentivo ao setor automobilístico do país. Ele disse que o plano será anunciado até o fim de janeiro e não terá medidas protecionistas.
"Decidimos apoiar nosso setor automotivo como todos os outros países, independentemente do que já havíamos anunciado", disse, durante encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Rio de Janeiro.
O setor automobilístico global passa por um momento difícil, causado pela crise global, que já jogou a França e outros países, como os EUA e o Japão, em recessão. Hoje a fabricante de veículos Renault Samsung anunciou que fechará pela primeira vez sua única fábrica com linha de montagem na Coréia do Sul, devido à queda das vendas de veículos.
Em novembro, as exportações da Renault Samsung caíram 40,2% em comparação com o mês anterior. Além disso, suas vendas no mercado doméstico despencaram 30,6% no mesmo período. A Renault Samsung ainda estuda a possibilidade de cortar 600 postos de trabalho em seus escritórios mediante a proposta de aposentadorias antecipadas voluntárias.
No Japão, a Toyota Motor anunciou que atravessa sua pior crise dos últimos 71 anos e deverá ter perdas no valor de cerca de US$ 1,7 bilhão até o final do ano fiscal (março de 2009).
Mas a situação mais crítica é a das americanas General Motors (GM) e Chrysler. Ambas obtiveram uma ajuda de US$ 17,4 bilhões do governo americano para poderem fechar suas contas neste ano. O diário americano "The Wall Street Journal" informou que as duas estariam negociando uma fusão.
Sarkozy reafirmou ainda que o Brasil e a UE irão atuar a favor da retomada da Rodada Doha de liberalização do comércio mundial. Segundo ele, as duas partes levarão juntas "uma mensagem de recusa ao protecionismo na OMC [Organização Mundial do Comércio]".
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