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Dinheiro
23/12/2008 - 20h23

Indicadores macroeconômicos brasileiros já sofrem impactos da crise

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colaboração para a Folha Online

Apesar da tentativa do governo federal em minimizar os impactos da crise financeira internacional no país, os resultados divulgados pela equipe econômica nesta terça-feira, referentes a novembro, mostram que os efeitos negativos já atingiram a economia real.

De acordo com dados do Banco Central, os juros do cheque especial atingiram o maior nível dos últimos cinco anos, a inadimplência da pessoa física atingiu um recorde negativo que era de agosto de 2003 e a previsão é que o crédito cresça apenas 16% em 2009, a metade do resultado deste ano.

Além disso, o Tesouro Nacional também anunciou o primeiro déficit primário do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) no ano.

"Certamente essa crise internacional, com a redução de liquidez contribuiu para encarecer o crédito principalmente para as famílias", afirmou o diretor chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.

Juros

Segundo o BC, a taxa de juros do cheque especial em novembro atingiu o maior nível desde junho de 2003, passando de 170,8% ao ano em outubro para 174,8% no mês seguinte. No geral, os juros para pessoa física subiram 3,8 pontos percentuais em novembro, alcançando 58,7% ao ano, o maior nível desde março de 2006.

A taxa para pessoa jurídica caiu 0,4 ponto percentual, passando de 31,6% ao ano em outubro para 31,2% em novembro. A taxa média geral ficou em 44,1% ao ano, valor 1,2 ponto percentual maior do que no mês anterior.

O spread bancário para pessoa física chegou a 43,6% ao ano em novembro, alta de 3,8 pontos percentuais em relação a outubro, o maior desde março de 2006. Para pessoa jurídica, o spread foi de 18,3% ao ano no mês passado, alta de 0,8 ponto percentual.

A taxa do crédito pessoal também aumentou de 57,5% ao ano em outubro para 60,6% ao ano em novembro. Para o financiamento de veículos, a taxa passou de 34,1% ao ano para 37,6% em novembro.

Por sua vez, a inadimplência de pessoas físicas subiu para 7,8% em novembro deste ano, ficando apenas atrás do resultado de agosto de 2003, quando a taxa bateu 7,9%.

Crédito

O volume de crédito concedido alcançou 40,3% do PIB (Produto Interno Bruto) em novembro, contra 39,6% em outubro. A relação alcançou um patamar recorde. O volume total cresceu 2%, alcançando R$ 1,2 trilhão em novembro. Para pessoa jurídica, o crescimento foi de 3%, mas para pessoas físicas foi de apenas 0,1%.

"Se observa uma continuidade de crescimento no crédito, principalmente no crédito voltado para a pessoa jurídica", afirmou Lopes.

Porém, o volume de crédito deverá crescer 16% em 2009 --a metade da expansão acumulada nos últimos 12 meses, que é de 32,8%. Para 2008, a previsão é fechar o ano com um crescimento de 31%.

"Crescer 16% não é trivial, principalmente em um ano em que você está em recuperação, não é tão baixo", afirmou Lopes.

Contas

Pela primeira vez no ano, o governo central registrou déficit primário de R$ 4,3 bilhões em novembro, segundo o Tesouro. Em outubro, o governo central havia registrado superávit de R$ 14,9 bilhões.

Em novembro, as receitas somaram R$ 41 bilhões, contra R$ 55,6 bilhões no mês anterior. Já as despesas foram de R$ 45,3 bilhões, contra R$ 40,7 bilhões em outubro.

No ano, o resultado primário do governo central soma R$ 91,5 bilhões, 38,9% a mais do que o do mesmo período do ano anterior. A meta para o ano, incluindo o Fundo Soberano, é de R$ 77,6 bilhões. O acumulado representa 3,45% do PIB.

Entre os motivos para a diferença entre os meses está a arrecadação de R$ 6,8 bilhões da 1ª cota ou cota única do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição Sobre o Lucro Líquido) paga em outubro, o que aumentou a arrecadação daquele mês.

Além disso, em outubro foi recolhido R$ 3,9 bilhões de participação especial relativa à exploração de petróleo e gás, que é paga trimestralmente.

Pelo lado das despesas, em novembro foram pagos R$ 2 bilhões de parte do 13º aos servidores dos poderes Legislativo e Judiciário. Outros R$ 2,4 bilhões foram pagos à beneficiários da previdência na 2ª parcela do abono anual.

Comentários dos leitores
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
O que nós que estamos na estrada, lutando e correndo tanto atrás de objetivos, podemos esperar desses Governos Estaduais e Federais. Temos exemplos de Venezuela, Argentina, EUA, China etc. Todos os dias jornais do Brasil e do mundo dizem a mesma coisa. O Governo Brasileiro precisa diminuir os gastos públicos e a despesa só aumenta. Judiciário ganha quanto quer. Legislativo (vergonha) ganha quanto quer(rouba quanto quer), executivo ganha quanto quer (rouba quanto quer). O Presidente Sr. Lula era contra tudo isso, antes de ser Presidente. Onde está o Lider Brasileiro, que poderá nos tirar de toda essa lama? Quem disse que a Petrobrás é nossa? Que o Pré-Sal é nosso? Mais da metade de tudo isso é dos Americanos(via Bolsa de Valores). O Governo Brasileiro vive destruindo nossos sonhos, sonho de educarmos nossos filhos, termos nossa casa própria, nosso carro de qualidade, nossa vida em família com o conforto que merecemos. Exemplo disso são as pessoas se afongando nas recentes chuvas (pois não tem como morar dignamente) e são obrigados a se espremeram e enconstas de barrancos e áreas pantanosas. A Petrobrás esfola os Brasileiros em nome da liberdade de mercado (transferindo todo o lucro para as famílias prósperas e gordas americanas). O governo Brasileiro só pensa em arrecadar, não pensa no povo. Até onde poderemos suportar toda essa carga? sem opinião
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Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Em relaçao ao alcool, gostaria de comentar sim, primeiro lugar deveria abastecer a demanda do nosso Pais, exportar menos, fazer o brasileiro pagar menos, se houver sobras, ai sim vender, mas nos brasileiro estamos cansado dessa politica de primeiro abastecer na fora, cada vez que abastecemos na fora, sobra menos para o mercado interno, e assim consequentemente pagamos mais, Exelentissimo SR Presidente da Republica, aqui deixo meu apelo, "Vamos olhar para o mercado interno, um otimo exemplo e o caso do alcoool, pô e nossa cana de açucar, e nossa fabricaçao, produçao toda nossa, Por que pagar mais caro.
No meu entendimento o Petrolio e principalmente o alcool com uma demanda maior e mais consumida com relaçao as pesquisa e a alma da economia, pois dependemos dele para tudo, transporte, saude, segurança, trabalho, lazer, alimentos, preços, principalmente a infraçao,etc. dependemos dele pra tudo. No entanto deve ser melhor monitorado e ate mesmo tabelado, para que nao haja abuso como esta tendo, hoje cada cidade cobra o que quer, precisamos de um controle mais energico pela parte do governo, e que este governo olhe mais para nosso mercado.
um abraço a todos leitores da folha.
Pedro Rocha
sem opinião
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Valentin Makovski (406) 18/12/2009 17h07
Valentin Makovski (406) 18/12/2009 17h07
Como entender!!!
Venezuela é um país produtor de petróleo, certo???
Como se explica que p/ encher o tanque de gasolina naquele país, vc gastar Menos de R$ 2,00 Reais
Brasil é produtor de Alcool, certo?? Um dos maiores do mundo, aqui vc não enche o tanque por menos R$ 66,00 Reais.
Argentina é Exportadora de petróleo como a venezuela????
É produtora de Alcool, como o Brasil?????
Alguém me explica como o litro da gasolina argentina que é pura e não contem alcool na mistura, e quasi R$ 1,00 a menos que a do Brasil.
Sai mais barato encher o tanque na Argentina com gasolina pura, do que encher no Brasil com 25% de mistura de alcool.
Sinceramente, isto não tem explicação srs(as).
É UM ABSURDO
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