Dinheiro
24/12/2008 - 09h01

Reajuste no preço do gás gera reclamações de taxistas em SP

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RAFAEL BRANDIMARTI
Colaboração para a Folha

Com o reajuste no preço do gás canalizado no Estado de São Paulo, setores como a indústria e os serviços prometem cortes e protestos neste fim de ano. Segundo a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo), o reajuste dos preços foi motivado pela alta do dólar e pela variação do preço do petróleo. O repasse para o usuário veicular pode variar de 14% a 17%.

Para Giovanni Romano, assessor da presidência do Sindicato dos Taxistas de São Paulo, o gás está deixando de ser uma alternativa para muita gente. "A tendência é o uso do álcool, em vez do GNV", diz.

Segundo ele, no começo do ano o metro cúbico de GNV custava, em média, R$ 1,08. Com o reajuste, o metro cúbico passou a custar, em média, R$ 1,60, alta de 48%. Ao ver o investimento dos taxistas tornar-se "inútil" (um kit de GNV não sai por menos de R$ 1.690), Romano promete levar as reivindicações da categoria para os órgãos responsáveis. "Tem muita gente reclamando", diz.

Mauricio Brazioli, diretor comercial da Osasgás, maior oficina de conversão de motores para gás natural de São Paulo, diz que, neste primeiro momento, muita gente vai voltar para o álcool, e as novas conversões vão ser "praticamente nulas". Mas alerta que tudo vai depender do álcool, cujo preço pode subir devido ao período de entressafra, e da crise internacional. "Se o álcool subir muito, continua sendo um bom negócio [ter GNV]."

Rosalino Fernandes, presidente da Associação Latino Americana de GNV, diz que, mais importante do que o aumento, é informar o consumidor dos motivos. "São Paulo é atendido com 70% de gás da Bolívia, e o preço é estabelecido em dólar. Com a alta do dólar devido à crise internacional, o preço do gás foi reajustado."

Apostando numa futura queda da moeda americana, Fernandes diz que, no curto prazo, haverá uma nova variação de preço do gás, "não para cima, mas para baixo". "A nossa expectativa é que, no primeiro semestre de 2009, o preço do gás vá começar a cair. É uma questão temporária", afirma.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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