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Dinheiro
25/12/2008 - 08h46

Diante da crise, governo da China quer favorecer comércio e consumo

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da France Presse
da Folha Online

O governo da China deseja responder à desaceleração da economia provocada pela crise internacional com a promoção das exportações e do consumo interno, informa um comunicado publicado no site oficial do país.

Em uma reunião realizada nesta quarta-feira (24) e comandada pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, o governo decidiu, entre outras coisas, que novas medidas fiscais devem ser adotadas para favorecer certas indústrias exportadoras.

Assim, empresas exportadoras de produtos mecânicos e eletrônicos teriam o direito a um reembolso do imposto sobre o valor agregado.

O governo, que deseja favorecer "o desenvolvimento dos produtos de valor agregado", tem como objetivo "intensificar os investimentos estrangeiros em alta tecnologia, o setor de meio ambiente e de economia dos recursos, além do setor de serviços modernos".

Para estimular o consumo interno, os habitantes das zonas rurais serão a meta principal; nas áreas rurais, o governo pretende desenvolver os mercados e as infra-estruturas logísticas, aumentar os salários e elevar os subsídios.

Desde outubro, a China tem multiplicado as medidas e os anúncios de incentivo econômico, preocupada com a desaceleração, causada sobretudo pela redução das exportações, motivada pela crise econômica mundial.

Ontem, o ministro da CNRD (Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento), órgão responsável pelo planejamento econômico, Zhang Ping, afirmou que a crise financeira mundial já tem repercussões negativas em toda a China. Ele indicou que desde o terceiro trimestre a crise se estendeu das zonas costeiras às regiões do interior do país, das indústrias exportadoras a outros setores, das pequenas às grandes empresas.

"Nós nos vemos confrontados com grandes desafios. Se não conduzirmos bem as dificuldades poderemos nos ver confrontados com graves riscos no plano econômico e social", enfatizou ante o comitê permanente da Assembléia Nacional Popular.

No último dia 15, a Cass (Academia de Ciências Sociais da China, na sigla em inglês) divulgou um relatório no qual prevê um cenário difícil para a economia da China em 2009. O levantamento aponta para o risco de um colapso no mercado imobiliário, aumento no desemprego e um crescente desequilíbrio entre ricos e pobres, o que poderia causar inquietação social no país.

 

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