Dinheiro
25/12/2008 - 09h34

Produção de veículos no Japão tem maior queda em quatro décadas

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da Folha Online

A produção de veículos no Japão caiu 20,4% em novembro deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado -- a maior queda em cerca de quatro décadas (desde 1967), segundo informou nesta quinta-feira a Associação de Fabricantes de Veículos do país.

No mês passado, a indústria automotiva japonesa, que tem montadoras como Toyota, Honda e Nissan, produziu 854.171 unidades.

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Os dados, que incluem a fabricação de carros, caminhões e ônibus, apontam que o segmento mais prejudicado pelo decréscimo da produção foi o de carros, cuja produção se reduziu 20,3%, para 737.797 unidades. Esse foi o segundo mês consecutivo em que a produção de veículos cai no Japão, devido, principalmente, ao início dos ajustes de estoques das fábricas, frente à queda da demanda global.

Alex Grimm /Reuters
Vendas globais da Toyota em novembro caíram 21,8% ante ano passado, para 618 mil unidades, menor nível dos últimos oito anos
Vendas globais da Toyota em novembro caíram 21,8% ante ano passado, para 618 mil unidades, menor nível dos últimos oito anos

As exportações de veículos japoneses também retrocederam em novembro, pelo segundo mês consecutivo. A retração foi de 18,1%, para 491.990 unidades. A exportação de carros foi, novamente, a mais afetada, com uma baixa de 19,5%, até 428.275 unidades, enquanto a de caminhões caiu 6,7%, para 51.536 unidades, e a de ônibus, 6,9%, até 12.179 veículos.

Por regiões, a América Latina foi a mais prejudicada, após registrar no mês passado 30,3% menos de exportações de veículos japoneses, a 37.105 unidades, seguida de perto pela América do Norte, que teve queda de 27,3%. Também recuaram 15,3% as vendas de veículos japoneses para a Ásia e 3,3% à União Européia.

As montadoras japonesas têm acusado o golpe do encolhimento da demanda nos Estados Unidos, o maior mercado de veículos do mundo. Mas os sinais apontam para preocupação também em relação ao mercado doméstico japonês. Os executivos do setor expressam desânimo ante a redução das vendas no país, que se agravaram nos últimos dois meses.

"Mesmo que estivéssemos fazendo nosso máximo esforço, a crise global chegaria até nós como um maremoto", disse o presidente da Daihatsu.

No início deste mês, a Associação de Fabricantes de Veículos do Japão disse que a expectativa de demanda no país no próximo ano aponta para o nível mais baixo em três décadas.

As vendas de veículos novos são estimadas em 4,86 milhões de unidades em 2009, em queda de 4,9% em relação ao projetado para este ano, de 5,11 milhões. As vendas de veículos novos no Japão não ficam abaixo da marca de 5 milhões desde 1980. Elas atingiram 7,78 milhões em 1990. Em 1980, as vendas se situaram em cerca de 5,02 milhões e, em 1975, em 4,31 milhões.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Cara Chris Maria.
Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
sem opinião
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Parte 1
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
4 opiniões
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h43
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h43
Parte 2
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Na página do Ministério da Saúde > Departamento de Informática do SUS (DATASUS) > Sistemas e Aplicativos > CID 10, pode-se ter acesso ao catálogo de classificação. O fato do próprio Ministério da Saúde disponibilizar a informação é forma cabal e comprobatória da existência da patologia. Boa Sorte...
http://w3.datasus.gov.br/datasus/index.php?area=040203
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