Dinheiro
25/12/2008 - 09h34

Participação do Japão no PIB global em 2007 é a menor em 28 anos

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da Efe

A participação da economia do Japão no PIB (Produto Interno Bruto) global em 2007 caiu para um nível baixo recorde, 8,1% --menor nível desde que os números começaram a ser coletados, em 1980--, segundo dados anunciados nesta quinta-feira pelo Escritório do Gabinete do governo japonês.

O mínimo histórico anterior era o de 2006, 9%. O principal motivo deste mínimo histórico é a acusada valorização do iene frente ao dólar, segundo dados citados pela agência local de notícias Kyodo. Em 1994, Japão representava 17,9% do PIB global.

O PIB do Japão, em termos nominais (sem ajuste aos efeitos dos movimentos de preços) chegou a US$ 4,385 trilhões em 2007.

Os Estados Unidos foram os que mais contribuíram em 2007 ao PIB global, com uma parcela de 25,3%, enquanto Alemanha e China ficaram em terceiro e quarto lugares, atrás do Japão, com uma parcela de 6,1% e de 6%, respectivamente.

O PIB per capita japonês ficou em US$ 34.326 em 2007, o 19º lugar dos 30 países mais ricos da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). Trata-se do pior registro do país, desde a 18ª colocação em 2006.

Ontem, o governo japonês aprovou um orçamento recorde, de 88,548 trilhões de ienes (cerca de US$ 976 bilhões), para o exercício 2009-2010. O objetivo é relançar a economia e enfrentar a recessão no país e na economia global.

O país entrou oficialmente em recessão no terceiro trimestre do ano. Em novembro o Japão registrou uma queda de 26,6%, em ritmo anual, nas exportações e teve seu segundo déficit comercial mensal consecutivo.

Na segunda-feira (22) o governo japonês divulgou uma avaliação sobre o estado da economia do país e afirmou, pela primeira vez em sete anos, que a situação piora. "Aparentemente a economia seguirá piorando", diz o relatório mensal do governo, que destaca uma forte queda da produção industrial e dos resultados das empresas.

O informe mensal é pela terceira vez consecutiva mais pessimista que o anterior, em conseqüência do agravamento da crise econômica e financeira mundial.

 

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