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Dinheiro
29/12/2008 - 16h46

Investidor francês que se suicidou deu US$ 50 milhões a Madoff, diz jornal

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da Efe, em Nova York

O aristocrata francês Rene-Thierry de la Villehuchet, que aparentemente cometeu suicídio semana passada em Nova York, confiou US$ 50 milhões ao megainvestidor Bernard Madoff, acusado de orquestrar a maior fraude da história através de um esquema de pirâmide financeira, disse o "The Wall Street Journal".

"De la Villehuchet trouxe algumas das pessoas mais ricas da Europa a Bernard Madoff graças a um potente gancho comercial: ele investiu dinheiro de seu próprio bolso", comentou o jornal.

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O francês, de 65 anos, foi encontrado morto em seu escritório de Nova York no último dia 23, com as veias cortadas e tranqüilizantes por perto. As autoridades acham que ele se suicidou, mas ainda não foram divulgados os resultados da autópsia praticada.

Ele investiu cerca de US$ 1,4 bilhão dos clientes de sua firma Access International Advisors, com sede em Nova York, no esquema de Madoff, detido em 11 de dezembro acusado de montar uma fraude que, segundo ele mesmo, poderia chegar a US$ 50 bilhões.

Entre seus clientes estavam o banco de investimento Rothschild & Cie e Liliane Bettencourt, filha do fundador da L'Oréal e considerada a mulher mais rica do mundo segundo a "Forbes".

"No início do ano, por exemplo, conforme a crise financeira ganhava força e os investidores buscavam refúgios seguros, De la Villehuchet pedia a amigos e parentes que transferissem parte de seus fundos a Madoff, como ele mesmo tinha feito", disse o "Wall Street Journal".

A publicação cita como fonte Bertrand de la Villehuchet, irmão do aristocrata francês e que também confiou a Madoff 20% de sua fortuna. Ainda segundo ele, o investimento de Rene-Thierry serviu como garantia de confiança para outros investidores.

Bertrand não tem dúvida de que seu irmão se matou por não agüentar a sensação de culpa ao ter feito outras pessoas caírem na armadilha montada por Madoff.

"Pode parecer antiquado, mas este é seu sentido de honra", afirmou ele em entrevista ao "Wall Street Journal".

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (449) 17/12/2009 17h57
Eduardo Giorgini (449) 17/12/2009 17h57
Li um dado interessante sobre a presença da administração pública no PIB de algumas regiões.
Em São Paulo, capital, 5% do PIB é da administração pública, o resto é privado, ou seja, 95% de gente ralando de verdade.
Conclusão: Isso é um dado interessante de quem realmente trabalha nesse país e sustenta toda a embromação de , por exemplo, Brasília.
Brasil é isso: Todos ralando para sustentar Brasília que vive de 100% de dinheiro público.
[]s
Eduardo.
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Aldevino De Zan (29) 16/12/2009 10h41
Aldevino De Zan (29) 16/12/2009 10h41
A china comprará o minério da Vale mais barato, e venderá seus carros, aqui no Brasil, também mais barato.Já tá na hora da China invadir o mercado de automóveis no Brasil, pois vários outros setores estão sofrendo a pressão chinesa, com muitas demissões, pequenas fábricas quebrando.Seria bom um ataque chines a indústria automobilistica, pra acordar o Lula e o PT. 6 opiniões
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JOSE MOTTA (75) 15/12/2009 19h55
JOSE MOTTA (75) 15/12/2009 19h55
POLITICOS VAIDOSOS E INGENUOS? NÃO, SABEM MUTO BEM O QUE ESTÃO FAZENDO, INCLUSIVE O PRESIDENTE. MANTER O POVO SEM CULTURA E EDUCAÇÃO FAZ PARTE DO ESQUEMA. POVO CULTO E EDUCADO JAMAIS VOTARIAM NAS PESSOAS QUE GOVERNAM ESSE PAIS E E ESQUEMA DESABARIA. 4 opiniões
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