Dinheiro
30/12/2008 - 08h12

Confiança da indústria cai 11% e atinge nível mais baixo desde 1998

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da Folha Online

O ICI (Índice de Confiança da Indústria), medido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), caiu 11% entre novembro e dezembro de 2008, ao passar de 83,9 para 74,7 pontos, o nível mais baixo desde outubro de 1998, considerando-se dados com ajuste sazonal.

"O resultado consolida o quadro de diminuição da produção industrial no quarto trimestre deste ano, frente ao trimestre anterior", explica a FGV em comunicado divulgado nesta terça-feira.

Danilo Verpa/Folha Imagem
ICC caiu 11% entre novembro e dezembro de 2008, ao passar de 83,9 para 74,7 pontos
ICC caiu 11% entre novembro e dezembro de 2008, ao passar de 83,9 para 74,7 pontos

Nas previsões para os meses seguintes, houve aumento da proporção de empresas pessimistas em relação ao ambiente de negócios.

Em dezembro, tanto o chamado ISA (Índice da Situação Atual) quanto o IE (Índice de
Expectativas), que mensura a confiança nos negócios futuros, recuaram em relação ao mês anterior. O primeiro, de 85,3 para 76,1 pontos, e o segundo, de 82,5 para 73,3 pontos, atingindo o nível mais baixo da série histórica, iniciada em abril de 1995.

Entre novembro e dezembro de 2008, a parcela de empresas que avaliam a situação atual dos negócios como boa aumentou de 10,9% para 13,6%. Já as empresas que consideram a situação fraca foi de 26,4% para 43,7%.

Em relação ao trimestre dezembro-fevereiro, as previsões para a atividade industrial continuam desfavoráveis. Das 1.086 empresas consultadas entre 1º e 23 de dezembro, 24,7% projetam ampliar a produção neste período, enquanto 33,8% planejam reduzi-la.

De acordo com a FGV, trata-se "do pior resultado para esse quesito da pesquisa desde janeiro de 1991, quando 23,1% das empresas previam aumento e 43,7%, diminuição da produção no trimestre seguinte".

Comentários dos leitores
celso assis (63) 13/11/2009 22h19
celso assis (63) 13/11/2009 22h19
Puxa é dinheiro pra burro emprestado, hem!!!!
Falam que o indice de endividamento de 46% do PIB é baixo, pois em outros Paises este indice é bem mais alto. Ora creio que cada Pais tem suas particularidades como carga tributária, renda per capita, juros cobrados nos empréstimos, credibilidade da midia informativa, etc.
Só continuo achando que 1,4 trilhões de reais é dinheiro pra burro, ainda mais que aqui os devedores inadimplentes após renegoaciarem seus calotes, são novamente considerados adimplentes. Se uma pessoa não pagou na primeira vez, o que a levará a pagar apósa renegoaciação ?(só se ela ganhar na loteria, tiver um aumento salarial significativo, ou casar com conjuge rico)
Qdo até o presidente do Bco. Central, que é um dos poucos lúcidos neste governo, demonstra preocupação, imaginem o que pode vir por ai, lógico que a imprensa será a última a divulgar
sem opinião
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Adolfo Julio dos Santos (23) 13/11/2009 17h31
Adolfo Julio dos Santos (23) 13/11/2009 17h31
Excelente, concordo com o Valentin! Com os bancos fortes, ajudamos a ter uma economia sólida! Cautela é preciso sim pois se a inadimplência subir, pra cobrir os gastos com os maus pagadores, os bancos terão de subir seu spread, deixando seus clientes um tanto "insatisfeitos". 7 opiniões
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Francisco Oliveira (356) 13/11/2009 15h53
Francisco Oliveira (356) 13/11/2009 15h53
Não há novidade alguma petistas, isto é fruto do que foi feito no passado e com continuidade neste governo, não há "VIÚVAS de FHC", aquele governo já acabou, ainda que em alguns aspectos não pareça, o bolsa escola, virou bolsa familia, o BC é liderado por um ex tucano, o presidente Lula teve que fazer uma carta a nação para tranquilizar os mercados, enfim, não há viúvas, há sim muitos petistas que ao não terem argumentos só se voltam ao passado, quando o que temos de fazer é pensar no futuro, o que ser´pa do Brasil a partir de 2011, por enquento não temos projeto algum, temos pirotecnia o Mundial de futebol e as Olimpiadas, mas isto passa, o país carece de um projeto, e para tal precisamos de partidos políticos que não sejam tão fisiológicos como os que estão no poder hoje, todos se vendem por cargos, (Itaupu, Furnas, Agencias Reguladoras, etc), criando muita incerteza quanto a competencia da nossa super falha infraestrutura. Nossos custos de exportação são altíssimos porque não temos boas estradas, os portos são burocráticos demais e estatizados, os aeroportos um fracasso. Então vamos arregaçar as mangas e fazer um grande projeto para a nação, o que queremos ser quando crescer? sem opinião
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