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Dinheiro
30/12/2008 - 19h44

Bolsa foi a pior aplicação de 2008; dólar e ouro, as melhores

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) proporcionou um alívio modesto aos investidores no fechamento do ano. A valorização em dezembro, no entanto, nem de longe afastou a Bolsa da posição de pior investimento do ano, contrariando as previsões otimistas do início de 2008. E num ambiente mais turbulento que o previsto, os investidores seguiram um roteiro já visto em outras crise, correndo para o dólar e o ouro neste ano.

Após cinco anos de ganhos consecutivos, o índice Ibovespa registrou uma retração de 41,22% em 2008, sem resistir ao agravamento da crise financeira precipitado a partir de setembro, com a quebra do banco americano de investimentos Lehman Brothers. No primeiro semestre deste ano, corretoras trabalhavam com projeções na casa dos 70 mil pontos para dezembro de 2008, o que equivalia a uma valorização de quase 10%, na hipótese menos eufórica dos analistas.

Para 2009, com muitas reservas, analistas estimam que o Ibovespa chegue aos 50 mil pontos no último mês, o que representa uma alta superior a 30% ao longo de todo o período. Esse cenário embute a expectativa de um quadro econômico muito complicado ainda no primeiro semestre de 2009, mas em que a economia mundial inicia a sua recuperação na segunda metade do ano.

O preço da moeda americana disparou 31,34% no mercado doméstico ao longo de 2008, puxando a rentabilidade dos fundos cambiais neste ano. O ouro, cuja cotação acompanha de perto a trajetória do dólar, também teve forte alta (32,13%), tendo como referência o contrato negociado na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).

Profissionais de corretoras não esperam que o dólar repita esse desempenho em 2009, apontando que deve oscilar entre R$ 2 e R$ 2,50 no ano que vem, provavelmente estabilizando-se em R$ 2,20.

Entre os investimentos mais conservadores, os fundos do tipo DI propiciaram retorno de 11,90%, segundo cálculo da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), enquanto os chamados fundos do tipo Renda Fixa tiveram rentabilidade de 12,62%. O cálculo leva em conta dados fornecidos até o dia 24 deste mês.

Já a poupança, aplicação mais popular do país, apresenta rendimento de 7,90% no ano.

As aplicações de renda fixa são bastante influenciadas pela trajetória da taxa básica de juros do país, hoje em 13,75%. A maior parte dos economistas considera que a partir do primeiro trimestre de 2009 a Selic inicia um ciclo de baixa, encerrando o ano de 2009 na casa dos 12%. Essa perspectiva, no entanto, depende do quadro inflacionário: por enquanto, as análises consideram um recuo dos índices de preços no ano que vem, num cenário de desaceleração da economia mundial.

Vale lembrar que a inflação surpreendeu os economistas em 2008. Se considerado o IGP-M, referência para o reajuste dos aluguéis, foi de 9,81%. Pelo IPCA-15, a inflação foi de 6,10%. No início do ano, analistas estimam uma inflação abaixo de 5% para os dois indicadores.

Dezembro

O dólar e o ouro ainda foram os investimentos mais rentáveis considerando somente o mês de dezembro. A moeda americana ficou 9,32% mais cara em dezembro, enquanto a cotação da commodity (BM&F) valorizou 10,64% no mesmo período.

Mesmo a Bolsa de Valores teve um momento de respiro: o índice Ibovespa, referência para a maior parte dos fundos de renda variável, subiu 2,61%.

Os fundos DI tiveram retorno médio de 0,89% no mês enquanto os fundos chamados "Renda Fixa" registram rentabilidade de 1,14%, segundo estimativa da Anbid. A poupança, por sua vez, teve ganho de 0,71%.

A inflação do mês, se medida pelo IPCA-15, foi de 0,29%. Já o índice IGP-M apontou deflação de 0,13%.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 10h56
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 10h56
A respeito de atualidades, é importante a inclusão, da ajuda, auxilio. Por tempo é importante , bolsa familia, bolsa.....mas é mais importante criar extrutura, gerar oportunidades, condições para que as pessoas de um modo geral consigam com seus propios meios e esforços, serem produtivas, gerarem seu sustento, terem sua fonte de renda e cada vez mais dependerem menos de ajuda do tipo assistencial, e ou coisa do tipo do campo da caridade. Do histórico, dependerem menos de coisas do tipo sistema de coronelistas, de politiqueiros, de sanguesugas, de pessoas que de boa intenção e ou de boa fé. fizeram e continuam fazendo milhares de pessoas suas refens, suas dependentes, pessoas que passam a viver de promessas de politícos e ou de partidos politícos, que sempre viveram "escravizando", "explorando", que na realidade as aprisionam.....coisas complexas, vindas desde a colonização.....Mesmo no atual cenário e com os meios de comunicação ainda tentão impor tais coisas, o brasileiro sempre foi muito resistente em ter seus propios conceitos, e linhas de pensamento, sendo muito guiado por pessoas do "exterior" que os doutrina, impõem seus interesses..... sem opinião
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Henrique Silva (205) 02/12/2009 15h12
Henrique Silva (205) 02/12/2009 15h12
Na eleição o que importa é a economia e também a qualidade de vida dos cidadãos. O governo LULA não tem só o crédito de organizar a situação econômica que foi deixada com sérios débitos pelo governo tucano, mas o governo LULA ter conseguido reduzir as desigualdades sociais pra mim foi o mais importante.
A redução da desigualdade NUNCA havia sido feita por governo nenhum do país! (eu digo isso com muita tristeza).
O documentário feito pela BBC- MUIT ALÉM DO CIDADÃO KANE (disponível no youtube) - feito pela Inglaterra revela esta desigualdade social. O curioso é que ainda revela outras situações importantes que só dá pra discutir quem já assistiu (como o interesse da REDE GLOBO de influenciar nas eleições sempre para o lado que mais interessa à emissora e não a sociedade).
sem opinião
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Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 15h00
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 15h00
Indices do governo PT é muito bom.
Porém, a quantidade é inversamente proporcional à qualidade.
Foram gerados inumeros empregos, obras do PAC, inclusão social através do bolsa familia, aumento de universitários, porém, tudo de baixa qualidade.
E o que era de qualidade razoável, está ficando ruim tambem.
Do ponto de vista em nivelar "por baixo" , realmente o Brasil esta indo bem.
[]s
Eduardo.
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