Congresso dos EUA interrogará reguladores sobre caso Madoff
da Efe, em Washington
O Congresso dos Estados Unidos interrogará, na próxima segunda-feira (5), os principais reguladores de Wall Street para investigar por que não foi detectada a fraude de US$ 50 bilhões supostamente orquestrada por Bernard Madoff.
A subcomissão sobre mercados de capitais da Câmara anunciou que fará uma audiência sobre o tema na segunda-feira, quando estará presente também Harry Markopolos, um ex-diretor de uma empresa de investimento que alertou as autoridades sobre as supostas irregularidades nos negócios de Madoff.
Pela Securities and Exchange Commission (SEC, órgão que fiscaliza e regulamenta o mercado de valores mobiliários norte-americano), testemunhará David Kotz, diretor de seu escritório de auditorias, que investiga o motivo de a entidade não ter agido contra Madoff apesar dos alertas de pessoas como Markopolos.
Também estarão na audiência Stephen Harbeck, presidente de uma corporação de proteção aos investidores em ações, uma instituição que mantém um fundo para ajudar pessoas prejudicadas por quebras nos mercados de valores.
Além de Kotz e Markopolos, na audiência também falarão Allan Goldstein, um dos investidores vítimas da fraude, Tamar Frankel, professor de direito da Universidade de Boston, e Leon Metzger, um especialistas de fundos de risco.
O democrata Paul Kajorski, presidente da subcomissão sobre mercados de capitais, afirmou em comunicado que a audiência ajudará os legisladores "a fazerem a maior reforma desde a Grande Depressão nas normas que regulam os mercados financeiros americanos".
Madoff, ex-presidente da bolsa de empresas de tecnologia Nasdaq, foi preso sob a acusação de ser o responsável por um esquema de pirâmide conhecido como sistema Ponzi. O crime consiste em formar uma pirâmide de investidores iniciais atraídos por promessas de altos ganhos e que acabam remunerados com o dinheiro de quem adere ao esquema posteriormente.
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