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Dinheiro
02/01/2009 - 07h43

Aumento real de salários fica mais distante neste ano

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CLAUDIA ROLLI
da Folha de S.Paulo

A "era de aumentos reais", em que os trabalhadores conseguiram reajustes superiores à inflação em mais de 80% das negociações salariais nos últimos anos, deve ser interrompida em 2009. Sob os efeitos da crise e a ameaça de demissões, os sindicatos devem priorizar a manutenção do emprego nas campanhas salariais.

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Empresários e líderes sindicais já preveem negociações mais difíceis, principalmente para as categorias com data-base no primeiro semestre --caso dos trabalhadores do transporte e da construção civil.

"O rendimento médio real do trabalhador não deve crescer neste ano. O aumento real está fadado a ser zerado", diz Fabio Silveira, da RC Consultores, que projeta para 2008 crescimento anual da renda em torno de 3,7%, e, para este ano, zero.

Cláudia Oshiro, economista da Tendências Consultoria, crê que a renda terá expansão de 1,8% neste ano, ante 3,2% em 2008. "O poder de barganha para negociar ganhos reais será menor porque os empregadores estarão menos dispostos a aumentar custos fixos."

As projeções das duas consultorias, RC e Tendências, consideram o rendimento em seis regiões metropolitanas.

O aumento real de 5,4% que será concedido ao salário mínimo em 2009 e a inflação em queda devem atenuar os impactos da crise no bolso do trabalhador, na análise de Fábio Romão, economista da LCA Consultores. A consultoria prevê aumento do rendimento real de 2% em 2009 e de 2,6% em 2008 -considerada a projeção da renda em todo o país.

"O rendimento médio real vai sofrer desaceleração, mas não de forma tão pronunciada como a ocupação. O impacto [da crise] não será maior na renda porque o salário mínimo [parâmetro para reajustes de categorias menos organizadas e da maior parte de beneficiários do INSS] terá ganho real maior [5,4% em 2009, ante 4,1% em 2008]." Isso porque o governo adotou uma fórmula de reajuste que combina o resultado do PIB de dois anos atrás com o da inflação.

Para Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese, se o país mantiver o ritmo de crescimento, o ambiente desfavorável já previsto para as negociações pode melhorar. "Se o país tiver capacidade de preservar o emprego e retomar crescimento, o trabalhador pode continuar a ter ganhos reais." O que deve mudar, diz, é o intervalo dos ganhos: em vez de se concentrarem na faixa entre 2% e 3% acima da inflação, a tendência é ficar entre 0,5% e 1%. Em novembro, segundo o IBGE, o rendimento médio real do trabalhador subiu 0,9% ante outubro e chegou a R$ 1.273,60.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
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