Exportador brasileiro terá de usar a "imaginação" em 2009, diz ministério
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, disse nesta sexta-feira que o desempenho da balança comercial em 2009 vai depender da "imaginação" dos exportadores brasileiros e das ações do governo para aumentar a competitividade do Brasil no exterior.
Barral descartou fazer previsões para as exportações neste ano, devido à instabilidade no preço das commodities --produtos que puxam as vendas do Brasil para o exterior.
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Ele afirmou que o Ministério do Desenvolvimento espera manter a quantidade exportada em 2007 e 2008, cerca de 470 milhões de toneladas de produtos, mas não falou em valores.
"Não temos uma meta porque não conseguimos estipular qual vai ser a tendência para os preços das commodities", afirmou o secretário.
O único órgão do governo a fazer previsões até o momento foi o Banco Central, que espera uma queda nas exportações para US$ 193 bilhões.
Em 2008, as exportações brasileiras atingiram o valor recorde de US$ 197,942 bilhões, resultado 2% abaixo da meta fixada pelo ministério em setembro, antes da piora na crise econômica mundial.
Em relação a 2009, Barral disse apenas que "vai ser um ano difícil" para o comércio exterior.
"Vai ser um ano em que os exportadores vão ter de ter imaginação para diversificar as suas vendas e ganhar mercado. E o governo vai ter de aumentar a competitividade dos produtos brasileiros, melhorando a logística e desonerando as exportações", afirmou.
2008
A balança comercial brasileira fechou 2008 com o pior resultado desde 2002. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, o superávit da balança (diferença entre exportações e importações) caiu 38,2% em relação a 2007 e terminou o ano passado em US$ 24,735 bilhões. Esse é o pior resultado desde o superávit de US$ 13,1 bilhões registrado em 2002.
No ano passado, as exportações brasileiras cresceram 23,2% e atingiram o valor recorde de US$ 197,942 bilhões. As importações cresceram 43,6% e chegaram a US$ 173,207 bilhões, patamar que também é recorde.
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Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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