Dinheiro
02/01/2009 - 17h17

Exportador brasileiro terá de usar a "imaginação" em 2009, diz ministério

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, disse nesta sexta-feira que o desempenho da balança comercial em 2009 vai depender da "imaginação" dos exportadores brasileiros e das ações do governo para aumentar a competitividade do Brasil no exterior.

Barral descartou fazer previsões para as exportações neste ano, devido à instabilidade no preço das commodities --produtos que puxam as vendas do Brasil para o exterior.

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Ele afirmou que o Ministério do Desenvolvimento espera manter a quantidade exportada em 2007 e 2008, cerca de 470 milhões de toneladas de produtos, mas não falou em valores.

"Não temos uma meta porque não conseguimos estipular qual vai ser a tendência para os preços das commodities", afirmou o secretário.

O único órgão do governo a fazer previsões até o momento foi o Banco Central, que espera uma queda nas exportações para US$ 193 bilhões.

Em 2008, as exportações brasileiras atingiram o valor recorde de US$ 197,942 bilhões, resultado 2% abaixo da meta fixada pelo ministério em setembro, antes da piora na crise econômica mundial.

Em relação a 2009, Barral disse apenas que "vai ser um ano difícil" para o comércio exterior.

"Vai ser um ano em que os exportadores vão ter de ter imaginação para diversificar as suas vendas e ganhar mercado. E o governo vai ter de aumentar a competitividade dos produtos brasileiros, melhorando a logística e desonerando as exportações", afirmou.

2008

A balança comercial brasileira fechou 2008 com o pior resultado desde 2002. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, o superávit da balança (diferença entre exportações e importações) caiu 38,2% em relação a 2007 e terminou o ano passado em US$ 24,735 bilhões. Esse é o pior resultado desde o superávit de US$ 13,1 bilhões registrado em 2002.

No ano passado, as exportações brasileiras cresceram 23,2% e atingiram o valor recorde de US$ 197,942 bilhões. As importações cresceram 43,6% e chegaram a US$ 173,207 bilhões, patamar que também é recorde.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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