Ucrânia nega confisco de gás e acusa Gazprom de "chantagem energética"
da Efe, em Kiev
A companhia energética estatal ucraniana Naftogaz negou neste sábado que esteja confiscando o gás russo com destino à Europa e acusou a russa Gazprom de reduzir o fornecimento aos países europeus e de submeter a Ucrânia a uma "chantagem energética".
A Naftogaz se mostrou "indignada" com as acusações da Gazprom de que esteja confiscando gás ilegal, as quais mancham a reputação da Ucrânia "aos olhos da Europa".
Além disso, a empresa afirmou que teve que recorrer a suas próprias reservas para compensar o corte no fornecimento russo.
"Apesar da considerável redução nos volumes de gás russo fornecidos para seu transporte (...), a Ucrânia recorreu a reservas próprias para manter estáveis os envios do insumo aos países da União Europeia", indica o comunicado divulgado em Kiev.
A nota acrescenta que, do meio-dia de quinta-feira ao de sexta, a Naftogaz tinha recebido na fronteira russa 305,5 bilhões de metros cúbicos de gás e transportado aos clientes ocidentais 319,3 bilhões, ou seja, 13,8 bilhões a mais do que havia sido fornecido pela Gazprom.
"Desta forma, as denúncias de dirigentes da Gazprom de que a Ucrânia confisca ilegalmente o gás russo são infundadas, supõem uma provocação e fazem parte de uma campanha midiática que tem como propósito desacreditar a Naftogaz como parceiro confiável e a Ucrânia (...)", destaca o comunicado.
Ainda segundo a Naftogaz, foi "a incapacidade dos diretores da Gazprom de conduzir as negociações" que provocou "a suspensão do fornecimento de gás à Ucrânia e a alteração" na distribuição para a Europa.
A empresa ucraniana disse ainda que a postura da Gazprom "lembra uma chantagem energética" e uma medida de "pressão econômica".
Por conta disso, exigiu um "fim da histeria midiática" na imprensa russa e pediu à Gazprom que "volte ao dialogo construtivo na mesa de negociações".
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