Dinheiro
05/01/2009 - 11h49

122 empresas das Américas perderam mais de 80% do valor em 2008

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da Folha Online

Cento e vinte e duas empresas listadas em Bolsas de Valores nos Estados Unidos e na América Latina perderam mais de 80% do valor de mercado em 2008, sendo 45 delas brasileiras, aponta balanço divulgado nesta segunda-feira pela consultoria Economática. As 122 companhias representam 6,5% do total de empresas estudadas (1.888).

As 122 empresas tinham valor de mercado de US$ 978,6 bilhões depois do fechamento do último pregão de 2007. Um ano depois valiam US$ 115,6 bilhões, com uma perda de 88,2%.

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O país com mais companhias com perdas acima dos 80% é os Estados Unidos (59), seguido pelo Brasil (45).

A empresa com maior queda de valor de mercado nas Américas foi a norte-americana IDEARC, do setor de publicações de páginas amarelas. Ela perdeu no ano passado 99,9% do seu valor e acabou fechando o capital em novembro. Em seguida ficou o banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers, com perda de 99,7% --ele fechou capital em setembro.

A companhia com maior perda que se mantém ativa é também a empresa brasileira com maior perda de valor de mercado. Trata-se da Agrenco, do setor de agronegócios. Ela perdeu 98,3% do seu valor de mercado no ano de 2008 --valia US$ 836,7 milhões em 2007 e fechou o ano passado a US$ 14,5 milhões.

Em valores nominais, a empresa que mais perdeu valor de mercado nas Américas em 2008 foi a norte-americana AIG, a maior seguradora do mundo. Seu valor de mercado caiu US$ 143,6 bilhões --de US$ 147,8 bilhões para US$ 4,2 bilhões. No Brasil, a maior perda nominal foi da mineradora MMX (US$ 7,72 bilhões, de US$ 8,08 bilhões para US$ 360 milhões).

Outro lado

Por meio de nota enviada à Folha Online, a MMX informa que "a comparação entre o valor de US$ 7,72 bilhões da empresa no último pregão de 2007 e de US$ 360 milhões no fim de 2008 fica prejudicada". Isso porque no referido período, segundo a companhia, foram vendidos dois ativos --os Sistemas Amapá e Minas-Rio-- pelo valor de US$ 5,5 bilhões, montante que foi recebido pelos acionistas.

"Assim, o valor menor no fim do exercício do ano passado, embora influenciado pela queda geral de valor de mercado, não refletiu apenas este efeito da crise internacional nas bolsas, mas principalmente a alienação dos dois ativos", explica a empresa.

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
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Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
13 opiniões
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