Petróleo sobe devido a tensões no Oriente Médio e na Rússia
da Folha Online
O preço do petróleo registra alta nesta segunda-feira, com a tensão crescente no Oriente Médio devido à incursão do Exército israelense na faixa de Gaza e a disputa entre Rússia e Ucrânia sobre gás natural.
Às 16h09 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em fevereiro, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), estava cotado a US$ 47,65, em alta de 2,83%. Até o horário, o preço máximo atingido pelo barril era de US$ 48,68 e o mínimo, de US$ 45,56.
Desde que Israel lançou a ofensiva contra Gaza, no fim de dezembro, o preço do petróleo passou a subir; até então, o preço da commodity estava perto dos US$ 35. O barril do petróleo da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) iniciou 2009 com uma alta de 12%: na sexta-feira (2), o barril da commodity foi vendido a US$ 39,95, 12,28% a mais que em 31 de dezembro.
No dia 1º entrou em vigor o corte de 2,2 milhões de barris diários na cota de produção do cartel, anunciado no dia 17 do mês passado. A reação ao anúncio do corte foi quase nula: os preços continuaram a cair e chegaram a atingir o patamar de US$ 33. Com o conflito na faixa de Gaza, no entanto, o preço reagiu.
A agência iraniana de notícias Irna informou que representantes das forças militares do país pediram aos países produtores de petróleo na região do golfo Pérsico que cortem o fornecimento a países europeus que apóiem Israel e aos EUA. Fontes da Opep, no entanto, disseram, segundo a agência de notícias Reuters que os apelos iranianos não terão efeito.
Fontes oficiais sauditas ouvidas pela agência de notícias Efe que a Opep considera a possibilidade de fazer uma reunião extraordinária no próximo mês, no Kuait, para analisar novas medidas frente à queda dos preços do petróleo.
Hoje também o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, determinou à estatal Gazprom que corte imediatamente o fornecimento de gás através da Ucrânia à Europa, em resposta às retenções ilegais de gás das quais o governo da Rússia acusa o governo ucraniano.
O vice-presidente da Gazprom, Aleksandr Medvedev, afirmou hoje que a Ucrânia roubou ontem 50 milhões de metros cúbicos de gás dos gasodutos que atravessam o seu subsolo. "Temos informações segundo as quais este gás já não está nos depósitos subterrâneos", mas está sendo "usado pelos ucranianos para seu consumo interno", afirmou.
A Gazprom cortou na quinta-feira passada o fornecimento de gás natural para a Ucrânia devido a uma falta de acordo sobre o preço que será pago pelo produto.
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