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Dinheiro
05/01/2009 - 16h57

Médicos do INSS registram mais de cem casos de agressões em 2008

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da Folha Online

A perícia médica previdenciária registrou 102 casos de agressões de janeiro a dezembro de 2008, segundo a ANMP (Associação Nacional dos Médicos Peritos). Os fatos foram comunicados pelos peritos e registrados na polícia.

Segundo a entidade, os Estados com o maior número de agressões são São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

Para a diretoria da ANMP, a situação de insegurança dos peritos é grave, principalmente pelo fato de que muitos não reportam as agressões sofridas.

"O ano de 2008 foi um ano melhor do que 2006 e 2007, já que nestes dois anos tivemos duas mortes. Mesmo assim, 102 casos representam um número altíssimo, principalmente se levarmos em conta que 2008 foi o ano em que o INSS incrementou a instalação de equipamentos de segurança e que a maioria dos peritos resiste a registrar queixa contra os segurados e até mesmo a reportar as agressões sofridas", afirmou o presidente da ANMP, Luiz Carlos de Teive e Argolo.

De acordo com a associação, 92% das agências do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) já contam com dispositivos de segurança.

Argolo afirmou que, em novembro, em João Pessoa, um homem com uma motocicleta entrou armado e disparou quatro tiros contra uma funcionária da agência. Três tiros acertaram a funcionária Maria Osmarina Sabino da Silva, 50, que morreu.

No final de dezembro, no último caso reportado à ANMP, um perito em Minas Gerais recebeu uma cadeirada no braço por parte de uma segurada de 40 anos.

A segurada autônoma, faxineira diarista, revoltada com o resultado de sua perícia, tentou primeiro atirar o monitor do computador contra o perito que a atendia. Como não conseguiu, porque o equipamento estavam presos pelos fios, arremessou a cadeira.

O presidente da ANMP informou que, nesta semana, se encontrará com o presidente do INSS, Valdir Simão, para discutir medidas de segurança nas agências.

"Queremos seguranças armados nas agências e que haja o treinamento adequado para que os equipamentos de segurança não sejam apenas enfeites", afirmou Argolo.

 

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