Dinheiro
05/01/2009 - 18h05

Montadoras fecham 2008 com o pior resultado em 15 anos nos EUA

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da Folha Online

Atualizada às 19h27

Quatro das principais montadoras de veículos do mundo informaram queda de mais de 30% das vendas nos Estados Unidos em dezembro. No acumulado de 2008, as companhias também registraram negócios menores.

Segundo o site do jornal "The Wall Street Journal", o desempenho de GM, Toyota e Ford nos EUA, com perdas superiores a 30% das vendas em dezembro, fez do resultado em 2008 o pior em 15 anos.

As vendas da General Motors nos Estados Unidos diminuíram 31,4% (para 221.983) em dezembro e 22,9% no acumulado de 2008, com 2.980.688 veículos negociados.

A General Motors informou que os números de dezembro mostram uma recuperação da demanda, pois são 43% maiores que os relativos às vendas de novembro de 2008. A GM também afirmou que fechou o último ano com uma participação de mercado de 22%.

A também americana Ford, por sua vez, registrou vendas 32,4% menores do grupo nos Estados Unidos em dezembro, segundo informou hoje a companhia, que fechou "um dos piores anos de sua história".

No conjunto de 2008, a procura foi 20,7% inferior ao ano anterior, seguindo a tendência de todo o setor nos EUA. Em 2008, a Ford vendeu 1.988.376 veículos, contra 2.507.366 em 2007. No ano, a participação ficou em 14,2% --o que significa 0,4% a menos do que há um ano.

Jim Farley, vice-presidente de Marketing e Comunicações do grupo Ford, afirmou através de um comunicado que os resultados de dezembro "são um forte final de um ano muito difícil".

Em dezembro, as vendas de carros comuns da Ford foram de 43.087 unidades, uma queda de 26,4% em relação ao mesmo período de 2007, enquanto as de caminhonetes, que incluem Land Rovers, picapes e outras, foram de 91.027 unidades, que correspondem a uma queda de 33,9%. No total, as vendas de veículos da Ford em dezembro somaram 139.067 unidades.

A Chrysler, por sua vez, disse hoje que vendeu 89.813 veículos em dezembro, 53% a menos que no mesmo mês do ano passado, e que terminou 2008 com uma redução das vendas de 30% com a comercialização de 1.453.122 unidades.

A marca Jipe, especializada na venda de veículos 4x4, perdeu 48% de sua demanda em dezembro (23.091 unidades) e 30% em todo o ano.

A terceira marca do grupo, Dodge, vendeu 47.269 veículos, o que representa uma redução de 52% em dezembro. No conjunto de 2008, a perda da Dodge foi 26%.

Apesar das graves perdas registradas, o presidente da Chrysler, Jim Press, afirmou através de um comunicado que a companhia "começa este ano mais forte e melhor colocada para ter êxito no mercado".

Japonesas

A japonesa Toyota informou recuo de 37% nas vendas em dezembro nos EUA, de 141.949 unidades, com recuo similar entre carros, caminhonetes e utilitários. No acumulado de 2008, o resultado foi 16% menor que em 2007, com a venda de 2,22 milhões de unidades.

Também com perdas na casa dos 30% em dezembro, o grupo Honda vendeu 86.085 veículos nos Estados Unidos durante o último mês do ano passado, 34,7% a menos que há um ano, e encerrou 2008 com vendas totais de 1.428.765 unidades (retração de 8,2%).

A companhia japonesa disse que as vendas da divisão Honda em dezembro foram de 75.405 automóveis, 34% a menos que no mesmo período do ano passado, e que as vendas totais no ano chegaram a 1.284.261 veículos, 6,7% a menos que em 2007.

Ajuda

Em 19 de dezembro, o governo americano anunciou ajuda para o setor automobilístico com até US$ 17,4 bilhões, tirados do chamado Tarp (Programa para Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês), o pacote de US$ 700 bilhões aprovado em outubro e destinado inicialmente a resgatar empresas do setor bancário com problemas ligados a papéis "podres" (com alto risco de calote).

De início a General Motors (GM) e a Chrysler terão acesso a US$ 13,4 bilhões, com outros US$ 4 bilhões que podem ser oferecidos em março. O acordo exige como contrapartida das empresas a apresentação de dados que mostrem que estão em condição financeiramente viável até o fim de março de 2009.

Em discurso à época, o presidente George W. Bush afirmou que deixar montadoras quebrarem "não é uma ação responsável".

Com informações da agência Efe.

Comentários dos leitores
joao martins (60) 13/11/2009 13h41
joao martins (60) 13/11/2009 13h41
O QUE IMPORTA É EXPORTAR, E BASTANTE, QUE VENHA BASTANTE DOLARES PRO BRASIL. Agora se a moeda fica forte o pais fica forte né??? Como os Estados Unidos não desvaloriza a sua moeda se esta numa crise de dar pena???? Meireles com a palavra!!!! 3 opiniões
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Eduardo Giorgini (402) 13/11/2009 12h14
Eduardo Giorgini (402) 13/11/2009 12h14
Estratégias?
O governo brasileiro joga na sorte.
Se a economia vai mal, a culpa é dos estrangeiros, e se vai bem(acompanha o crescimento mundial), é porque somos potência.
Dançamos conforme a música.
[]s
Eduardo.
3 opiniões
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Manoel Francisco Pereira (72) 13/11/2009 12h02
Manoel Francisco Pereira (72) 13/11/2009 12h02
AS OLIGARQUIAS E OS CORONEIS NO INTERIOR DO BRASIL

Historicamente quem centraliza e direciona as decisões políticas nos municípios são as oligarquias regionais que normalmente dirigem o poder executivo da cidade, controlam tudo e a todos, até mesmo os aparelhos e a instituição do Estado, exercendo uma forte influencia junto às autoridades dos outros poderes, principalmente do legislativo e judiciário. No interior do Brasil essas oligarquias geralmente são comandadas por um coronel político que tem as rédeas do poder local em suas mãos, detém o controle da situação política e social da comunidade com extremado autoritarismo. Suas ações aparentemente são generosas, mas visam somente ainda mais centralizar o poder em suas mãos, e em situações extremas que ameace sua hegemonia à sua reação sempre será contra o regime democrático e o estado de direito.
O coronel político é extremamente poderoso, manda e desmanda, exerce forte dominação política, econômica e social em todos os setores da comunidade, e qualquer manifestação de oposição, essa atitude é entendida como afronta ao coronel local e a resposta geralmente vem com extremada truculência acompanhada de uma perseguição implacável, tenta até mesmo armar ciladas para desmoralizar publicamente seus oponentes, sua mão tem longo alcance com grande poder de intervenção atinge todos os degraus da pirâmide social, o topo, o meio e a base com a mesma força repressiva. Essas oligarquias comandadas pelos coronéis são truculentas e antidemocráticas, são contra a modernidade nas relações políticas não acompanharam o quadro evolutivo do mundo globalizado, pois a manutenção do atual quadro é fundamental para manterem-se no poder. O que é mais grave, é que essas oligarquias e seus coronéis são os responsáveis diretos pelo baixo nível intelectual e do alto índice de analfabetismo da população, também são responsáveis pela baixa qualidade de vida e péssimas condições sanitárias em que vivem, soma se a isso a ausência de renovação das lideranças políticas.
Os coronéis da política tradicional que são dirigentes das oligarquias locais elevam ao poder somente membros das mesmas famílias ou pessoas que, por algum motivo, dependem desses oligarcas e não podem contrariar seus interesses. Quando penetramos pelo interior do Brasil, podemos constatar a existência das tais famílias tradicionais que geralmente pertencem há uma oligarquia local, é neste cenário que encontramos a figura do velho coronel político que é o oposto da democracia. Nessas regiões, embora o sistema democrático garanta a pluralidade no contexto local, esses preceitos não acontecem teoricamente essas oligarquias respeitam as formalidades democráticas, entretanto nos bastidores a coisa é bem diferente, um lençol oculta uma realidade cruel, eleições são realizadas com voto secreto e tudo, aparentando uma aparente normalidade, mas tudo acontece sob a supervisão, vigilância e controle dos coronéis oligarcas; de tal forma que as manifestações oposicionistas atingem apenas aspectos exteriores e não afetam o poder de comando das oligarquias.
É importante assinalar que, o sistema político atual favorece o predomínio dessas oligarquias. A legislação eleitoral é um recepiciente favorável para que essas diferenças prevaleçam, e quando alguém ligado politicamente ou afetivamente ao coronel político comete alguma ilegalidade é difícil investigá-lo e muito mais ainda efetuar a sua punição nos termos da lei, pois eles pressionam as pessoas, intimidam testemunhas, desqualificam depoentes e o pior de tudo é que persegue implacavelmente seus opositores com a mesma truculência da época da ditadura militar, o que faz muitos da oposição encolher e ficar intimidados pela reação violenta, e o mais grave é que a sociedade sabe de tudo e fica omissa, aceita tudo passivamente.
Neste processo são feitas concessões aparentes naturais do jogo político, aproveita-se a pobreza e a ignorância do povo que é indispensável para preservar o comando político, e os coronéis querem perpetuar no poder, por isso a transferência do mesmo é feita aos seus descendentes diretos, como na monarquia absolutista imperial. Apesar dos métodos sofisticados de domínio, existe o fato inegável de que em grande número dos Estados, podemos assim dizer, que os dirigentes locais dos partidos são os coronéis, e o que resta ao povo é a pratica das formalidades da lei e aceitar o jogo pesado do poder. Além do que, a presença das oligarquias comandada por um coronel político com poderes quase absolutos e que, freqüentemente abusam desses poderes para favorecer a si próprio, seus familiares e seus comparsas parasitas do poder. A única interferência do povo no governo é quando votam, mas quase sempre a opção de escolha é entre membros dos oligarcas locais em disputa pelo comando do governo, raramente surge alternativa que emana do meio das forças populares, e quando surge a estrutura é insuficiente para romper a hegemonia das oligarquias.
Mas temos que entender como funciona a cabeça do coronel político do interior do Brasil, ele é uma figura presente na política tradicional e cientificamente é considerado um psicopata social extremamente rancoroso e vingativo, do tipo ex-Deputado Federal do Acre Hildebrando Pascoal, que mandava serrar vivo ao meio seus desafetos políticos e pessoais com moto-serra, o coronel político não admite ser contestado ou contrariado, acha que é dono da vida e do destino das pessoas da comunidade, quem se opõem a ele é considerado seu inimigo de morte e não apenas seu adversário político. E o pior é que seus comandados são arrogantes, prepotentes e autoritários, adotam o mesmo estilo, circulam pela cidade de carrões e óculos escuros, se sentem acima do poder e das leis, contam sempre com a certeza da impunidade e da força da influencia política para cometer seus desatinos... Nascem os novos coroneizinhos.
Antigamente os métodos de perseguição eram outros, hoje são mais sofisticados, quase ninguém percebe. Se o opositor é dono de jornal ou algum programa de radio, os anunciantes são pressionados a retirar anúncios e os colaboradores são assediados com proposta financeira, se o opositor é comerciante ou profissional liberal seus caminhos são dificultados ao extremo. Aos inimigos os rigores da lei, e aos amigos a brecha e as benesses da lei, é assim que pensa o coronel político, sua cabeça não comporta o debate democrático, não conhece a ética, joga sempre rasteiro e tem sempre ao seu lado indivíduos prontos pra agir, fazer qualquer coisa pra agradar o patrão e quando surge alguma "atividade" não hesitam um instante em executá-la, ou seja, se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, não resta alternativa é ficar e enfrentar a fera.
É essa a leitura que temos. E estou plenamente convencido de que o absolutismo das oligarquias regionais pelo interior brasileiro emperra e muito o progresso de nossa nação, principalmente a alta estima e a elevação intelectual de nosso povo. E esta relação ainda predominante é o que existe de mais reacionário e atrasado nas relações políticas e sociais do mundo moderno. O ponto negativo e grave nisso tudo é que constatamos que um governo nas mãos de um só, sem alternância no poder é o começo da tirania.
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