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Dinheiro
05/01/2009 - 18h31

Bovespa fecha em alta de 3,17% e acumula ganho de 10% em dois dias

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da Folha Online

As ações da Vale do Rio Doce e de siderúrgicas contribuíram para que a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) emendasse o segundo pregão consecutivo de fortes altas, acumulando ganhos da ordem de 10% nos últimos dias. A Bolsa brasileira descolou dos mercados americanos, que operaram em terreno negativo. O câmbio cedeu para R$ 2,25, menor nível desde novembro.

Analistas destacaram que o relativo otimismo dos investidores com "a troca de guarda" nos EUA estimulou o retorno às compras. A recuperação dos preços do petróleo, que costuma puxar a valorização das demais commodities (matérias-primas) também afetou a Bolsa brasileira, em que as ações de maior peso são justamente de empresas baseadas no minério de ferro e no óleo negro.

Na praça de Nova York (Nymex), a cotação do barril do petróleo atingiu a casa dos US$ 48, em alta de 3%, refletindo a escalada de tensões no Oriente Médio, com o recrudescimento dos conflitos na faixa de Gaza.

O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, teve forte valorização de 3,17% e alcançou os 41.518 pontos, patamar perdido desde 14 de outubro. O giro financeiro foi de R$ 4,24 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York opera com perdas de 1,56%, sem resistir às más notícias do setor de construção civil e das montadoras, que tiveram seu pior resultado em 15 anos.

A ação da Vale disparou 6,87%, seguido pelo papel da CSN, em alta de 8,92%, enquanto a ação preferencial da Usiminas subiu 6,58%. Um dos papéis mais negociados do pregão, a ação preferencial da Petrobras ascendeu 2,28%.

O dólar comercial foi comercializado por R$ 2,253 na venda, o que representa um decréscimo de 3,42% sobre a cotação anterior. A taxa de risco-país marca 390 pontos, número 2,25% abaixo da pontuação anterior.

"Em um mercado pequeno, qualquer operação maior mexe com os preços", avaliou Ideaki Iha, da mesa de câmbio da corretora Fair. "Pode ter sido algum desmonte [de posição] ou uma grande operação de entrada", acrescenta, vendo um dia atípico no mercado doméstico da moeda, que descolou da tendência internacional.

O Banco Central realizou três leilões de venda de moeda com recompra no meses de fevereiro, março e abril. A autoridade monetária fez somente três ofertas com recompra programada para abril, no montante total de US$ 650 milhões. A taxa de venda foi estabelecida em R$ 2,291 e taxa de recompra de R$ 2,348.

O mercado ficou à espera de novidades sobre o plano de estímulo econômico prometido pelo presidente eleito dos EUA, Barack Obama, que toma posse no próximo dia 20. Informações da imprensa americana apontam uma renúncia fiscal da ordem de US$ 300 bilhões para animar a maior economia mundial, atolada em sua pior crise dos últimos 80 anos.

O Departamento de Comércio dos EUA revelou hoje que o nível de gastos na construção civil caiu menos do que esperado em novembro: um declínio de 0,6% ante projeções de 1,3% divulgadas por analistas de bancos e corretoras.

No front doméstico, o boletim Focus, preparado pelo Banco Central, mostrou que a maioria dos economistas do setor financeiro já espera uma redução ainda mais drástica da taxa básica de juros do país, hoje em 13,75%, já em janeiro: muitos estimam um corte para 13,25% ao ano. Na semana anterior, a expectativa média apontava para um ajuste em 13,50%. Os economistas mantiveram a previsão de que os juros irão terminar 2009 em 12% ao ano.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (83) 08/12/2009 13h38
Olmir Antonio de Oliveira (83) 08/12/2009 13h38
A respeito da reunião do Copom, seria de boa ordem um redução da taxa referencial, para fazer juz aos pedidos do ministro para não adentrarem no país muitos recursos de curtissimo prazo. Coisa que dificilmente adotem. ....... sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (83) 03/12/2009 10h56
Olmir Antonio de Oliveira (83) 03/12/2009 10h56
A respeito de atualidades, é importante a inclusão, da ajuda, auxilio. Por tempo é importante , bolsa familia, bolsa.....mas é mais importante criar extrutura, gerar oportunidades, condições para que as pessoas de um modo geral consigam com seus propios meios e esforços, serem produtivas, gerarem seu sustento, terem sua fonte de renda e cada vez mais dependerem menos de ajuda do tipo assistencial, e ou coisa do tipo do campo da caridade. Do histórico, dependerem menos de coisas do tipo sistema de coronelistas, de politiqueiros, de sanguesugas, de pessoas que de boa intenção e ou de boa fé. fizeram e continuam fazendo milhares de pessoas suas refens, suas dependentes, pessoas que passam a viver de promessas de politícos e ou de partidos politícos, que sempre viveram "escravizando", "explorando", que na realidade as aprisionam.....coisas complexas, vindas desde a colonização.....Mesmo no atual cenário e com os meios de comunicação ainda tentão impor tais coisas, o brasileiro sempre foi muito resistente em ter seus propios conceitos, e linhas de pensamento, sendo muito guiado por pessoas do "exterior" que os doutrina, impõem seus interesses..... 5 opiniões
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Henrique Silva (215) 02/12/2009 15h12
Henrique Silva (215) 02/12/2009 15h12
Na eleição o que importa é a economia e também a qualidade de vida dos cidadãos. O governo LULA não tem só o crédito de organizar a situação econômica que foi deixada com sérios débitos pelo governo tucano, mas o governo LULA ter conseguido reduzir as desigualdades sociais pra mim foi o mais importante.
A redução da desigualdade NUNCA havia sido feita por governo nenhum do país! (eu digo isso com muita tristeza).
O documentário feito pela BBC- MUIT ALÉM DO CIDADÃO KANE (disponível no youtube) - feito pela Inglaterra revela esta desigualdade social. O curioso é que ainda revela outras situações importantes que só dá pra discutir quem já assistiu (como o interesse da REDE GLOBO de influenciar nas eleições sempre para o lado que mais interessa à emissora e não a sociedade).
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