Bolsas de NY fecham em queda após resultado negativo de montadoras
da Folha Online
A Bolsa de Nova York fechou hoje em baixa de 0,91% no Dow Jones Industrial, depois de a General Motors e outros fabricantes de automóveis registrarem uma forte queda em suas vendas de dezembro.
Esse índice, que reúne algumas das maiores empresas dos Estados Unidos, caiu aos 8.952,89 pontos. A Nasdaq perdeu 0,26%, para 1.628,03 pontos, enquanto o seletivo S&P 500 caiu 0,47%, aos 927,45 pontos.
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Quatro das principais montadoras de veículos do mundo informaram queda de mais de 30% das vendas nos Estados Unidos em dezembro. No acumulado de 2008, as companhias também registraram negócios menores.
Segundo o site do jornal "The Wall Street Journal", o desempenho de GM, Toyota e Ford nos EUA, com perdas superiores a 30% das vendas em dezembro, fez do resultado em 2008 o pior em 15 anos.
A Chrysler, por sua vez, disse hoje que registrou queda de 53% nas vendas de dezembro e que terminou 2008 com uma redução das vendas de 30%.
Ainda hoje, o Departamento do Comércio informou que as despesas em construção nos Estados Unidos caíram em novembro a uma taxa anual de 0,6%, depois de registrarem em outubro uma redução de 0,4%. A previsão dos analistas era de uma queda de até 1,5% na despesa de novembro.
Em um ano, as despesas totais na construção nos EUA caíram 3,3%, e a construção residencial privada, que em um ano caiu 4,2%, marcou em novembro o nível mais baixo desde agosto de 1999.
Os investidores ainda aguardam o desenrolar das negociações sobre o pacote de estímulo proposto pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama. Ele e congressistas democratas trabalham em uma estratégia para oferecer cerca de U$ 300 bilhões em cortes de impostos para indivíduos e empresas.
O tamanho dos cortes propostos --que corresponderiam a cerca de 40% de um pacote econômico que pode atingir U$ 775 bilhões ao longo de dois anos-- é maior do que tanto democratas quanto republicanos haviam previsto. Dessa forma, aumentam as chances de convencer os Republicanos que insistiram que qualquer iniciativa deve ser baseada mais em cortes de impostos do que em gastos.
Um dos elementos do plano seria oferecer um crédito de um ano para empresas que contratarem novos empregados ou deixem de demitir, o que custaria de US$ 40 a US$ 50 bilhões. O programa do presidente eleito também permitiria que pequenas empresas deduzam uma ampla gama de despesas até a soma de US$ 260 mil, em 2009 e 2010. Atualmente o limite é de US$ 175 mil.
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