Dinheiro
06/01/2009 - 10h11

Ausência de dados atrasa aposentadoria rápida

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do Agora
da Folha de S.Paulo

Desde ontem, as agências do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) estão concedendo aposentadorias por idade automaticamente, sem necessidade de o segurado apresentar os documentos que comprovem o pagamento das contribuições --basta levar a identidade. Para isso, o INSS usa a base de dados do CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais).

Mas os segurados que trabalharam antes de 1976 podem não ter esse tempo contado para a concessão da aposentadoria, o que pode diminuir ou até mesmo inviabilizar o benefício.

O CNIS usa dados do PIS/Pasep, que foi criado em 1976. Quando esse sistema entrou em vigor, as empresas tiveram de enviar à Previdência Social os dados dos funcionários que estavam trabalhando naquele momento. Portanto, segundo o INSS, os dados anteriores, referentes a outras empresas, não foram incluídos no CNIS.

Quem mudou de emprego até 1975, portanto, não terá os períodos anteriores contados na concessão do benefício. A orientação é que esses segurados levem a documentação referente aos períodos anteriores, como carteiras de trabalho, para evitar o risco de "perder" o tempo trabalhado. O ministro da Previdência Social, José Pimentel, recomendou que os segurados levem os comprovantes de todos os períodos, inclusive após 1976, porque o sistema pode apresentar falhas.

Para corrigir as informações do CNIS é preciso levar a documentação comprobatória, com cópia, do tempo trabalhado. Os segurados que se mudaram podem atualizar o endereço pelo telefone 135.

Quem tem direito

O trabalhador que já completou os requisitos para pedir a aposentadoria por idade na área urbana precisa agendar o atendimento com antecedência, segundo a assessoria de imprensa do INSS em São Paulo. O agendamento é marcado pelo telefone 135 ou pelo site www.previdencia.gov.br.

Além do agendamento, é preciso ter 65 anos (homem) e 60 anos (mulher) e tempo mínimo de contribuição. Se a pessoa começou a contribuir antes de julho de 1991 e completou a idade até 31 de dezembro de 2008, são exigidas 162 contribuições (13 anos e meio). Quem for completar a idade mínima em 2009 terá de comprovar seis meses a mais de contribuição (168 meses, ou 14 anos).

Para quem começou a contribuir após julho de 1991, o número de contribuições exigidas é fixo: 180 meses, ou 15 anos.

Um sim, outro não

O vendedor autônomo Juarez Mano, 65, saiu aposentado ontem de uma agência do INSS em São Paulo. Ele contribuiu por cerca de 20 anos, até 1994. Para evitar riscos, Mano foi ao INSS com todas as carteiras de trabalho. "Tenho contribuições feitas antes de 1976 que não estão cadastradas. Mesmo assim, a concessão foi rápida."

Já o gráfico Natalino Alves dos Santos, 65, não conseguiu o benefício. Ele foi a um posto do INSS na capital paulista só com a identidade. Mas no CNIS não estavam registrados os 13,5 anos necessários. Segundo o INSS, estão computados cerca de 7,5 anos (ainda faltam 6). "Tenho mais uns 10 anos de contribuição, a partir de 1962, que não entraram na conta."

Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (2721) 12/11/2009 17h20
Antonio Fouto Dias (2721) 12/11/2009 17h20
Veja um verdadeiro exemplo de politicalha; o Prsidente Lula irá apresentar a proposta de atualização de atualizações dos valores dos benefícios do INSS no dia de hoje, entretanto, ao invés de aprovar esses mesmos índices através dos projetos que já estão em tramitação no Congresso Nacional, irá exigir que o mesmo seja votado através de Medida Provisória.
É o autoritarismo e o egocentrismo falando mais alto, pois daqui a algum tempo os arquivos irão dizer que Lula apresentou uma medida provisória que solucionou ou minimisou a questão salarial dos aposentados no Brasil.
Os projetos, por exemplo do Senador Pain se quer serão lembrados e mais ainda, ninguém se lembrará de que essa melhoria só ocorreu diante de uma grande pressão.
sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2721) 12/11/2009 17h11
Antonio Fouto Dias (2721) 12/11/2009 17h11
Governo vai fechar hoje a proposta para reajustes dos aposentados e a base de atualização dos benefícios do INSS será de 50% do crescimento do PIB, pra quem recebe acima do valor do salário mínimo; não deixa de ser alguma coisa, entretanto há um porém, se para quem ganha um salário mínimo a atualização for na órdem integral ou seja 100% do crescimento do PIB, a disparidade irá continuar e o que acontecerá é que o valor do salário mínimo demorará um pouquinho mais para devorar o valor dos benefícios acima deste. sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2721) 06/11/2009 21h50
Antonio Fouto Dias (2721) 06/11/2009 21h50
Presidente Lula asume as negociações sobre reajustes de aposenntadorias com valor acima do salário mínimo, ora, não tem o que negociar, é só liberar os seus comandados no Congresso para que não impessam a votação ou seje contrário ao projeto Pain, que tudo estará resolvido pois, o que os aposentados querem, é igualdade para todos, afinal, todos não são iguais perante a lei?
Se existe essa igualdade, por que tratar com desigualdade aqueles que são iguais, aposentados do INSS, não importa qual é o valor de seus benefícios, devem ter reajustes iguais, no mínimo no contexto do índice inflacionário.
Este é mais um caso que vai além de uma simples negociação, mas sim a comprovação de interferência de um poder em outro.
Se houvesse um legislativo cujos interesses estivessem voltados para o povo que os elegeu e principalmente para a população brasileira, agiriam dentro de critérios coerentes com as necessidades do bem estar de todos os contribuintes, e jamais sob os ditames de quem quer que seja, e principalmente aceitando interferências externas.
O CONGRESSO NACIONAL É UM ÓRGÃO SUBMISSO AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA E NÃO INDEPENDENTE.
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