Dinheiro
06/01/2009 - 12h08

Falências pessoais nos EUA crescem 32% em 2008, aponta estudo

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da Folha Online

O número de americanos que se declararam falidos atingiu 1,06 milhão em 2008, contra 801.840 em 2007, um crescimento de 32,19%, segundo estudo do ABI (Instituto Americano de Falências, na sigla em inglês), baseado em dados do NBRC (Centro Nacional de Pesquisa sobre Falências).

"Os consumidores estão sob grande pressão financeira, sem um fim imediato à vista", disse o diretor-executivo do ABI, Samuel Gerdano, em um comunicado. "Prevemos que a escalada nas falências pessoais continue em 2009."

O consultor do CBAP (Projeto de Assistência ao Consumidor sobre Falências), Henry Sommer, disse à rede americana de TV CNN que a recessão em que os EUA estão desde dezembro de 2007, e que ganhou força após a quebra do banco Lehman Brothers em setembro do ano passado, explica parte do crescimento nas falências pessoais. Parte desse fenômeno, no entanto, se explica pela melhor compreensão por parte do americanos da legislação sobre falências.

Sommer também disse que o número de falências deve continuar a aumentar neste ano "enquanto a recessão ganha força e as pessoas começam a ter problemas para pagar seus cartões de crédito e outras dívidas".

A legislação sobre falências e proteção ao consumidor de 2005 tornou mais difícil o recurso ao "Chapter 7" --de acordo com o qual a pessoa tem de se desfazer de ativos (incluindo parte dos ativos imobiliários) para saldar suas dívidas e tentar escapar da falência.

"Havia uma percepção de que a legislação de 2005 evitaria as falências, mas essa percepção está se desfazendo agora", disse Sommer.

Em 2005, o número de americanos que se declararam falidos teve um crescimento de 32%. Esse número caiu 72% em 2006, já com a nova lei em vigor. O número voltou a crescer desde então devido à piora nas condições econômicas do país.

Comentários dos leitores
Chris Maria (236) 22/11/2009 11h08
Chris Maria (236) 22/11/2009 11h08
É certo que em vários aspectos Obama não tem conseguido furar o bloqueio e seguir em frente com seus nobres ideais. Isto, devido as fortes pressões que vem sofrendo de certas "fontes de poder" que movidas pela ganância, só enxergam o próprio umbigo. No entanto, no que se refere aos aspectos econômicos, cabe lembrar que não foi ele o responsável pela derrocada econômico-financeira. Aliás, para quem assumiu os EUA num colapso financeiro total, o seu governo está indo além das expectativas. Sabe-se bem que o governo americano se viu obrigado a intervir com altas cifras no mercado, socorrendo empresas e criando projetos públicos na tentativa de manter parte dos postos de trabalho, sem o que o cenário estaria ainda bem pior. Isso acarretou aumento do déficit público. Com a zona do euro com uma taxa de desemprego devendo chegar a 10,9% até o final de 2010. O Japão com uma estimativa de 5,7% no quarto trimestre deste ano, passando a declinar apenas a partir daí, mas, em ritmo lento, e assim por diante... Aos norte-americanos, só lhes resta ter paciência. Eles queriam o quê? Por terem consumido mais do que deviam e podiam, arrastaram a economia mundial pro buraco com seus títulos podres. Quanto ao fato dos "críticos comentarem" que "Obama não conseguiu obter concessões significativas em comércio e moedas de parceiros como a China". Neste último caso, por exemplo, também é bom lembrar que quando Bush deixou o governo, a China já era a maior detentora de títulos da dívida norte-americana e aos EUA lhes resta "dançar conforme a música". sem opinião
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Eduardo Giorgini (415) 21/11/2009 21h43
Eduardo Giorgini (415) 21/11/2009 21h43
"Obama pede paciência aos americanos na questão econômica"
Eleitorado Norte-Americano é exigente. Quase 1 ano de Obama e a popularidade esta caindo e nem precisou se envolver em escandalos de corrupção.
Parabéns aos Norte-Americanos.
[]s
Eduardo.
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Domingos Aparecido (135) 21/11/2009 09h56
Domingos Aparecido (135) 21/11/2009 09h56
RESPOSTA AO SR. CARLOS JOSÉ DOS SANTOS.
Prezado Companheiro virtual, vou fazer uma confissão: Sou Corinthiano há 60 anos, fico alegre quando o Ronaldo faz um gol, mais senti uma alegria maior ainda ao ler o seu comentário sobre esse famigerado FMI. Só acho que faltou você acrescentar em seu comentário que, hoje o Brasil tem mais de 20 milhões de pessoas (segundo o Reporter Record) morando em "CORTIÇOS" e nunca se viu na história deste país, a quantidade tão grande de vendas de carros de luxo, mansões, iates, etc. como estamos tendo agora.
Está escrito: 1Jo 2:15 - Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
Maranata.
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