Brasil anuncia 1ª emissão de títulos da dívida após agravamento da crise
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O Tesouro Nacional anunciou nesta terça-feira a primeira emissão de títulos da dívida brasileira em dólares desde maio de 2008. Os títulos terão vencimento em janeiro de 2019 e serão lançados nos mercados norte-americano e europeu. A emissão pode ser estendida à Ásia.
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De acordo com o Tesouro, o valor total da emissão será anunciado somente depois de concluída a eventual oferta no mercado asiático, nesta madrugada.
A última vez em que o governo emitiu títulos no mercado internacional foi nos dias 7 e 8 de maio do ano passado. Foi a primeira e única captação em dólares no exterior após o país receber o grau de investimento da agência de classificação de risco Standard & Poor's.
Na época, foram captados US$ 525 milhões com investidores dos EUA, Europa e Ásia, com o título Global 2017. A taxa de juros paga ao investidor ficou em 5,299% ao ano, a mais baixa já oferecida para um título desse prazo pelo país. A demanda pelos títulos superou a oferta.
A emissão de títulos da dívida no mercado internacional pode ter como objetivo reforçar o caixa do governo ou, como tem dito o Tesouro, melhorar o perfil da dívida, substituindo papéis que pagam juros maiores e com prazo mais curto por títulos que sejam mais vantajosos para o governo.
Em outubro de 2004 e maio de 2005, o Brasil realizou duas captações em títulos com vencimento em 2019, no valor de US$ 1,5 bilhão. Na época, os juros pagos foram de, respectivamente, 9,15% ao ano e 8,83% ao ano.
A dívida federal externa em títulos somava R$ 130 bilhões em novembro do ano passado (último dado disponível), o que representa cerca de 9,5% da dívida pública federal.
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Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
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Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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