Alencar defende que decisão sobre juros seja política
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O vice-presidente da República, José Alencar, defendeu nesta terça-feira que a decisão de reduzir ou aumentar os juros seja política e não técnica. Segundo ele, o ideal seria que o governo federal desse uma ordem ao Banco Central para mudar a linha da atual política monetária.
"Isso não é assunto técnico, é de política. Temos de dar uma ordem ao Banco Central para que pratique taxa de mercado", afirmou ele em Brasília.
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Alencar afirmou também que já conversou "várias vezes" com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a quem chamou de "muito amigo".
Mais uma vez, Alencar reiterou suas críticas à política monetária. Segundo ele, a atual taxa de juros básica do país impede os investimentos. "Ela desencoraja investimentos", disse. A taxa Selic está atualmente em 13,75% ao ano --com uma taxa real de aproximadamente 8% anuais, uma das maiores do mundo.
O vice-presidente disse ainda que, no esforço do governo federal para conter os efeitos da crise financeira internacional, deverão ser executadas as medidas de investimentos em áreas específicas de infraestrutura, como transportes --rodovias e hidrovias-- e setores de energia. Mas Alencar não detalhou que novas medidas serão anunciadas pelo governo.
Segundo ele, a preocupação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é para evitar o desemprego no país. "A nossa grande preocupação é com o desemprego. Já pensou um chefe de família de uma certa idade ficar desempregado? Como é que fica?", disse. "Vamos investir, vamos comprar mais, para não perdemos o nosso emprego."
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Fato é que existe no mercado uma euforia fora de propósito. Aqui no Brasil, hoje uma maioria, acha que estamos nadando de braçada.O Brasil não é uma ilha isolada no mundo da prosperidade....cuidado gente....muito cuidado.
A luz no fim do túnel pode significar que a locomotiva está vindo pra cima.
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Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
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