Preço do petróleo recua em NY depois de série de altas
da Folha Online
Depois de subir nos últimos três dias de negociações, o preço do petróleo no mercado nova-iorquino fechou nesta terça-feira em queda devido a dados macroeconômicos ruins nos Estados Unidos --principal consumidor mundial da commodity-- e à possibilidade de retorno das negociações entre Rússia e Ucrânia sobre o fornecimento de gás.
Na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), o barril de petróleo leve tipo WTI para entrega em fevereiro recuou 0,47%, para US$ 48,58.
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Apesar do recuo final, o preço chegou a ultrapassar a barreira dos US$ 50 nas primeiras horas de negociações devido ao aumento do problema de desabastecimento de gás na Europa. Embora o desabastecimento persista --sete países (Croácia, Bulgária, Grécia, Turquia, Macedônia, Sérvia e Hungria) já estão sem o combustível--, Rússia e Ucrânia acenaram hoje para a retomada das negociações para que o gás russo chegue novamente aos demais países europeus.
Os dados macroeconômicos americanos colaboraram para a inversão do humor dos investidores. Dois dados --o número de encomendas à indústria, com queda de 4,6% em novembro, e as vendas pendentes de casas usadas, com recuo de 4%-- vieram piores que o esperado pelos analistas. Já o índice de atividade do setor de serviços ficou em 40,6 pontos em dezembro e ficou acima das expectativas.
Uma outra fonte de preocupação para o mercado de petróleo segue indefinido: os problemas relacionados à ofensiva israelense sobre a faixa de Gaza. Hoje ocorreu o nono dia seguido de ataques, que já deixaram mais de 550 mortos. Israel e Gaza não são produtores de petróleo, mas a região onde se encontram abriga alguns dos principais produtores mundiais. Além disso, a grande maioria deles, em especial Irã e Síria, são simpatizantes da causa palestina.
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A grande pergunta aqui é se esse "problema" em Dubai, é o reflexo ainda da crise de um ano atrás, ou é o aviso que a tal crise ainda não acabou e está agora entrando em outra fase?
Portanto, Dubai é reflexo, consequência ou início de um novo ciclo de destruição econômica?
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