Dinheiro
06/01/2009 - 20h42

Bolsas de NY sobem puxadas por perspectiva de juros baixos

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da Folha Online

As Bolsas de Nova York fecharam em alta hoje, puxadas pela perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) manterá as taxas de juros baixas por algum tempo e apesar de alguns dados negativos.

O Dow Jones Industrial, principal índice de Wall Street, subiu 0,69%, para 9,015,10 pontos. Por sua vez, o indicador da Nasdaq avançou 1,50%, para 1.652,38 pontos, enquanto o seletivo S&P 500, que mede o desempenho de 500 empresas, subiu 0,78%, para 934,70 pontos.

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O Federal Reserve, o Fed, divulgou hoje a ata relativa a sua reunião do dia 16 de dezembro, quando ajustou a taxa de juros americana para uma "banda" entre zero e 0,25% ao ano. A ata mostrou uma leitura bastante pessimista da economia americana. Os integrantes do Fed somente esperam uma recuperação moderada dos EUA em 2010 e esperam uma contração ainda pior do que o previsto para 2009. Também sugerem que devem manter os juros básicos em nível "excepcionalmente baixo" por mais algum tempo.

Analistas e investidores, no entanto, ainda mantém um relativo otimismo com a proximidade da posse do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, que vai articular com o congressso americano a aprovação de um pacote bilionário de estímulo à economia americana.

O mercado ainda resistiu a uma série de indicadores bastante negativos da economia americana. O Departamento de Comércio dos EUA reportou que o nível de encomendas de bens industriais sofreu um declínio histórico de 4,6% em novembro, pelo quarto mês consecutivo. Economistas do setor financeiro projetavam uma retração entre 2,5% e 2,6%.

No setor imobiliário, o instituto privado National Association of Realtors apontou que as vendas pendentes de casas nos EUA caíram 4% em novembro, ainda pior do que o esperado por analistas de bancos e corretoras.

O índice ISM, relativo ao nível de atividade do setor de serviços, mostrou leitura de 40,6 pontos ante 37,3 pontos em novembro. O dado é importante porque o setor de serviços responde por cerca de 80% da economia americana. Pela metodologia do ISM (Instituto de Gestão de oferta, na sigla em inglês), uma leitura abaixo de 50 pontos indica que o setor de serviços está em contração.

 

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