UE diz que Rússia e Ucrânia usam região como refém em caso de gás
da Efe, em Bruxelas
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse nesta quarta-feira considerar "inaceitável" que Rússia e Ucrânia utilizem o fornecimento de gás à União Europeia (UE) como "refém" em suas negociações bilaterais e exigiu de ambos o restabelecimento imediato do abastecimento.
Segundo a porta-voz da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), Pia Ahrenkilde, em entrevista coletiva, Durão Barroso falou hoje por telefone com os primeiros-ministros da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Yulia Timoshenko, para cobrar-lhes esta postura e afirmar que estão perdendo sua reputação como parceiros confiáveis.
A Comissão Europeia insiste em que Rússia e Ucrânia devem encontrar "uma solução estável e de longo prazo" para garantir o fornecimento à União.
O comissário europeu de Energia, Andris Piebalgs, se reunirá amanhã em Bruxelas com o presidente da Gazprom, Alexei Miller.
Para sexta-feira, está prevista uma reunião do Grupo de Coordenação do Gás, que inclui analistas dos 27 países-membros da UE, do setor energético e da própria CE, da qual participarão representantes das companhias estatais de gás da Rússia e da Ucrânia (Gazprom e Naftogaz, respectivamente).
Segundo o porta-voz comunitário de Energia, Ferrán Tarradellas, uma das medidas que a UE pode tomar é enviar observadores para controlar o fluxo de gás para a Europa, algo que foi bem recebido pelo presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko.
A crise, que começou no dia 1º por falta de acordo entre Rússia e Ucrânia pelo preço do gás e as tarifas de passagem por território ucraniano para este ano, já afetou vários países do centro e do leste da Europa, a maioria membros da UE.
A Bulgária ao depender 100% das importações de gás russo foi o mais afetado, confirmou Tarradellas.
Romênia e Hungria também foram prejudicadas e a Eslováquia já tomou medidas de emergência.
Outros países, que também se abastecem de gás russo, como a República Tcheca, Eslovênia, Polônia, Grécia, Itália, Sérvia e Bósnia, estão buscando vias alternativas para compensar o corte do bombeamento da Rússia.
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