OMC diz que mundo deve continuar buscas por alternativas ao capitalismo
da France Presse, em Paris
O diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy, disse nesta quarta-feira que o mundo deve insistir na busca de alternativas ao capitalismo.
"Meu princípio é que não devemos renunciar a alternativas ao capitalismo. Não é porque até agora não encontramos outro sistema --e isso deve ser reconhecido de maneira realista-- que não podemos continuar tentando, pois este sistema é, de todo modo, muito injusto", declarou Lamy, membro do Partido Socialista.
"Devemos reconhecer que este sistema criou injustiça, e isso sabemos há 200 anos, desde sua grande fase de expansão no século 19, e merece ser modificado. No entanto, precisamos ser realistas, todas as tentativas de mudá-lo fracassaram. Então, enquanto esperamos, enquanto refletimos e tentamos, é preciso melhorá-lo, corrigi-lo e controlá-lo", acrescentou.
Lamy, que é o único candidato à sua sucessão como diretor-geral da OMC, afirmou ainda que, em resposta a um "capitalismo globalizado", é necessária uma "regulação a nível mundial".
A crise financeira, por sua vez, se deve a um "furo na regulação internacional", segundo Lamy, e serão necessários "cinco ou seis anos" para "criar uma regulação".
"A curto prazo", estimou, "não há mais soluções além dos planos de reativação", mas "devemos ter o cuidado de não aumentar os furos nos déficits públicos, que dificilmente poderão ser sanados."
Pascal Lamy participará do encontro "Novo mundo, novo capitalismo", que começa na quinta-feira em Paris para discutir vias de regulação do capitalismo mundial no contexto da crise financeira.
O presidente e o primeiro-ministro franceses, Nicolas Sarkozy e François Fillon, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o ex-premiê britânico, Tony Blair, também estarão presentes no encontro.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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