Brasil perde US$ 48,8 bi em 2008 com saída recorde de dólares
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
Atualizado às 13h12.
A piora da crise econômica no último trimestre do ano passado levou o Brasil a registrar em 2008 a maior saída de dólares do país desde 1982 na área financeira.
De acordo com dados do Banco Central, a diferença entre os dólares que entraram e saíram do país nessa conta ficou negativa em US$ 48,883 bilhões. Ou seja, houve mais dólares saindo do que entrando. O número considera todas as operações financeiras realizadas no ano e deixa de fora apenas os dólares que entram e saem do país no comércio exterior.
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Esse é o pior resultado da série histórica do BC, iniciada há 27 anos. O pior resultado, até então, havia sido verificado em 2005, com saída de US$ 32,5 bilhões.
Em 2007, a conta ficou positiva em US$ 10,7 bilhões, principalmente por causa do dinheiro que entrou por meio da Bolsa de Valores e dos investimentos no setor produtivo.
Na área comercial, o Brasil fechou 2008 com um saldo positivo de US$ 47,9 bilhões, diferença entre exportações e importações. Mesmo assim, foi o pior resultado desde 2004.
Já o fluxo cambial, que considera a soma dos resultados financeiro e comercial, fechou o ano passado com um resultado negativo de US$ 983 milhões. O Brasil não registrava déficit nessa conta desde a crise de 2002, quando o resultado ficou negativo em quase US$ 13 bilhões. Em 2007, o Brasil havia registrado uma entrada de US$ 87,454 bilhões por meio do fluxo cambial.
Dezembro
No último mês de 2008, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 6,373 bilhões. Na área financeira, houve uma saída de US$ 6,254 bilhões. Na área comercial, houve um déficit de US$ 119 milhões (o primeiro resultado mensal negativo desde outubro de 2001).
O BC divulgou também o fluxo no primeiro dia útil de 2008, quando ficou negativo em US$ 1,024 bilhão. Houve uma saída de US$ 1,117 bilhão na área financeira e entrada de US$ 93 milhões no comércio exterior.
Os contratos de crédito para exportadores por meio de ACC (Adiantamento de Contrato de Câmbio) somaram US$ 3,077 bilhões no mês passado. Esse mecanismo permite que uma empresa possa receber adiantado o dinheiro de um contrato de exportação. Em todo o ano de 2008, foram US$ 46,110 bilhões, próximo do resultado de US$ 46,169 bilhões registrado em 2007.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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