Cesta básica sobe até 29,31% em 2008; Porto Alegre tem maior preço
da Folha Online
O preço da cesta básica pesquisada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) subiu até 29,31% no ano passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira. Em dezembro, todas as 17 capitais pesquisadas registraram alta no custo, sendo que tanto no acumulado do ano como em dezembro, a maior alta foi anotada em João Pessoa (29,31% e 14,71%, respectivamente). Em termos absolutos, a cesta básica mais cara do país é a de Porto Alegre (R$ 254,86).
Apesar do recuo no fim do ano, os alimentos responderam pela maior pressão em 2008. Em nove capitais onde o Dieese, realiza mensalmente a pesquisa, o custo dos alimentos essenciais registrou alta acumulada superior a 20%.
Depois de João Pessoa, as capitais com as maiores altas percentuais foram Natal (26,73%), Florianópolis (25,26%) e Fortaleza (24,61%). Em termos reais, depois de Porto Alegre, a cesta mais cara está no Rio (R$ 239,78), São Paulo (R$ 239,49) e Florianópolis (R$ 239,03). Os menores preços para o conjunto de gêneros essenciais foram registrados em Recife (R$ 183,61), Salvador (R$ 193,06) e Aracaju (R$ 193,28).
Segundo o Dieese, em dezembro, o salário mínimo necessário para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família (com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência) deveria ser R$ 2.141,08, o que corresponde a 5,16 vezes o mínimo em vigor (R$ 415). Em novembro, o valor necessário era de R$ 2.007,84 e em dezembro do ano passado, de R$ 1.803,11 (4,75 vezes o piso de então, de R$ 380).
Em outra conta, o Dieese estima que o trabalhador precisaria trabalhar 135 horas e 6 minutos para comprar uma cesta básica em Porto Alegre. Na média das 17 capitais, o tempo de trabalho necessário correspondeu, em dezembro, a 115 horas e 44 minutos, bem superior ao exigido em novembro, de 111 horas e 04 minutos.
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