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Dinheiro
07/01/2009 - 14h18

Déficit dos EUA deve alcançar US$ 1,2 tri em 2009, diz Congresso

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da Folha Online

O CBO (Escritório do Orçamento do Congresso, na sigla em inglês) informou nesta quarta-feira que o déficit dos Estados Unidos alcançará US$ 1,2 trilhão no ano fiscal de 2009, sem contar a despesa adicional no plano de estímulo econômico promovido pelo presidente eleito Barack Obama.

O valor equivale a 8,3% do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA e supera muito o déficit recorde de US$ 413 bilhões alcançado em 2004.

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Segundo o relatório, a economia dos EUA deve registrar uma retração de 2,2% neste ano e só em 2010 deve começar a apresentar um desempenho ligeiramente melhor, enquanto taxa de desemprego deve chegar a 9% (atualmente está em 6,7%) no início do próximo ano --a menos que o próximo presidente americano, Barack Obama, tome providências.

"A recessão --que começou há cerca de um ano-- deve se prolongar em 2009", diz o CBO, em um comunicado.

Os EUA estão em recessão desde dezembro de 2007, segundo o instituto Nber (Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, na sigla em inglês). De acordo com o instituto, um pico na economia dos EUA ocorreu em dezembro de 2007; esse pico marcou o fim do ciclo de expansão começado em novembro de 2001 e o início da recessão.

A economia americana registrou uma retração de 0,5% no terceiro trimestre de 2008 e, para o quarto trimestre, a expectativa é de um resultado ainda pior. "Não há nenhuma dúvida de que [o quarto trimestre] será muito fraco", disse no mês passado o porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto.

Segundo o escritório, a recessão levou a uma perda de receitas estimada em US$ 166 bilhões, além das liberações de grandes somas para resgatar as empresas financeiras americanas. A estimativa do escritório é de que o resgate custe neste ano US$ 180 bilhões, após contabilizar o valor líquido dos ativos das instituições financeiras nas mãos do governo.

Obama e o Congresso vêm prometendo agir com rapidez para aprovar um plano de recuperação para a economia. A presidente da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos EUA, Nancy Pelosi, disse hoje que a aprovação de um novo pacote de estímulo à economia dos EUA precisa ser aprovado até meados de fevereiro, sob risco de que a economia fique ainda mais fraca e mais empregos sejam perdidos no país.

"Muitos irão se concentrar no custo imediato dessa lei", segundo a presidente da Câmara. "Embora não estejamos falando de quantias pequenas, focalizar na etiqueta com o preço é ignorar o custo de não agir e o verdadeiro benefício em termos de criação de empregos e o aumento de receitas para o Tesouro."

"Apesar dos déficits recorde diante de nós, nossa primeira tarefa é [aprovar] um pacote de recuperação econômica", disse o presidente do Comitê Orçamentário do Congresso, John Spratt Jr. "Com os americanos preocupados com seus empregos, suas casas, suas aposentadorias e o futuro de seus filhos, nossa situação econômica é tão grave que estabilizar a economia tem de ter prioridade sobre os déficits no curto prazo."

O CBO prevê que o déficit deve ficar sob relativo controle em alguns anos, mas tais previsões dependem do prazo de validade dos cortes de impostos aprovados durante a administração do presidente americano, George W. Bush (que expiram no próximo ano), e do pagamento dos empréstimos às empresas financeiras, concedidos para evitar que quebrassem.

Com informações da agência de notícias Efe

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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