Brasil reduz para quase a metade demanda de gás boliviano
da Efe, em La Paz
O Brasil reduziu para quase a metade sua demanda de gás boliviano, ao passar de 31 para 17 milhões de metros cúbicos diários, informaram nesta quarta-feira à agência de notícias Efe fontes do governo e do setor petrolífero da Bolívia.
Desde o princípio de janeiro, a redução foi paulatina até alcançar ontem os 17 milhões, contra os 31 milhões que recebia como média diária durante o ano passado, indicaram fontes das empresas petrolíferas.
A baixa se concretiza dias depois de a Petrobras anunciar que reduziria a importação de gás boliviano por uma possível queda em sua demanda industrial no começo do ano, segundo a imprensa boliviana.
A redução influirá nas entradas econômicas da Bolívia, que tem no Brasil seu principal cliente de hidrocarbonetos.
Uma fonte do Ministério de Hidrocarbonetos indicou à Efe que a redução na demanda está sendo analisada "ao mais alto nível no governo", que pode se pronunciar oficialmente nas próximas horas, após uma reunião de gabinete realizada hoje.
A fonte indicou que o Brasil é obrigado por contrato a comprar da Bolívia pelo menos 24 milhões de metros cúbicos diários de gás, ou a pagar a diferença.
Por essa mesma condição contratual, a Bolívia se viu forçada no ano passado a enviar ao Brasil o máximo demandado de 31 milhões de metros cúbicos, o que gerou uma redução da exportação à Argentina.
O diário "La Razón", de La Paz, assinalou hoje que, apesar da redução da demanda do Brasil, a Argentina também não aumentou seu pedido por gás boliviano, que se mantém em cerca de 2 milhões de metros cúbicos, quando em 2008 chegou a ser de 6 milhões.
Atualmente, a Bolívia cobra US$ 9 por milhão de BTU (medida britânica para mensurar o poder calorífico do gás), enquanto o preço para a Argentina é de US$ 10,3.
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