Governo prepara novas medidas anticrise para construção civil
LORENNA RODRIGUES
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
Atualizado às 20h43.
O presidente da Abdib (Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base), Paulo Godoy, disse nesta quarta-feira que o governo deverá anunciar nos próximos 15 dias novas medidas para minimizar os impactos da crise financeira no setor de construção civil.
A informação foi dada pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) em reunião com empresários e com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
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Segundo Godoy, Mantega não detalhou as medidas. "Ele disse que, para a construção civil, terão coisas específicas que serão anunciadas nos próximos 15 dias. Acho que ficou claro hoje que o governo está mobilizado para minimizar os efeitos da crise", afirmou.
Godoy disse que a reunião com os empresários será feita todos os meses. Hoje, eles apresentaram para Mantega e Meirelles uma radiografia dos setores, além da necessidade de medidas para aumentar a oferta de crédito. Godoy pediu ainda mais investimentos na área de infraestrutura e a desoneração total dos investimentos no Brasil.
Outro ponto levantado pelos empresários na reunião foi a necessidade de dar segurança jurídica para os acordos feitos entre as empresas e os trabalhadores durante o período de crise.
"É preciso dar segurança jurídica para que os acordos tenham validade e cada empresa possa fazer os acordos de acordo com a realidade de cada setor.
Habitação popular
O presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Paulo Safady Simão, que também participou da reunião, afirmou que algumas medida serão voltadas para a habitação popular. Estão incluídos subsídios ao setor, desoneração do produto final e cadastro positivo.
"Finalmente o governo comprou a ideia de lançar um novo projeto de habitação popular, para atender famílias com até cinco salários mínimos", afirmou.
Segundo ele, serão 9 milhões de habitações em 15 anos. Somente neste ano podem sair 300 mil novas unidades, além das que já estão em andamento.
Em relação às obras de infraestrutura, haverá um mix de investimento do Tesouro, FAT, FGTS e dinheiro de concessões públicas.
Máquinas e equipamentos
O presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Luiz Aubert Neto, pediu também a desoneração das vendas de máquinas e equipamentos.
Esses produtos seriam tratados como exportações por um período de seis meses, durante os quais não seriam recolhidos IR, IPI e PIS/Cofins. Esses impostos seriam pagos após esse período, em 24 vezes sem juros. A proposta ainda será analisada pelo governo.
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