Dinheiro
08/01/2009 - 10h28

BC britânico reduz juros para 1,5%, menor taxa da história da instituição

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da Efe, em Londres
da Folha Online

Atualizado às 10h54

O Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra (autoridade monetária) decidiu nesta quinta-feira reduzir em 0,5 ponto a taxa básica de juros, para 1,5%. A taxa chega, assim, a um nível jamais visto desde a criação da autoridade monetária britânica, em 1694.

Desde outubro, o banco já reduziu sua taxa em 3,5 pontos percentuais, como forma de tentar evitar a recessão no país.

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Os nove membros do comitê de política monetária disseram que a economia mundial "parece estar passando por um declínio incomum, agudo e sincronizado".

"Os indicadores de confiança dos empresários e dos consumidores caíram acentuadamente", informou o comitê em um comunicado divulgado logo após o anúncio da decisão. "O crescimento do comércio mundial neste ano provavelmente será o menor em um período considerável de tempo."

A economia britânica vem tentando evitar a recessão, mas os indicadores econômicos do país mostram que a situação é grave. Na segunda-feira (5), por exemplo, o índice do setor de construção do Chartered Institute of Purchasing and Supply (CIPS)/Markit mostrou que a atividade do setor de construção britânico teve em dezembro a maior contração já registrada desde o início da pesquisa, em 1997.

O CIPD (Instituto do Pessoal e do Desenvolvimento, na sigla em inglês), por sua vez, já informou que 2009 pode ser o ano mais difícil em duas décadas para o mercado de trabalho no Reino Unido.

o instituto, que representa o pessoal com cargos de confiança nas empresas, ponderou que o desemprego pode não alcançar os 3 milhões de pessoas em 2009. No entanto, advertiu que o período entre janeiro e a Semana Santa de 2009 será o pior desde 1991.

De acordo com números oficiais britânicos, o desemprego no Reino Unido está em 6% de sua força de trabalho, com 1,86 milhão de pessoas, o número mais alto desde 1997.

O Niesr (National Institute for Economic and Social Research), por sua vez, revisou no mês passado, para baixo, a estimativa da atividade econômica entre agosto e outubro, a 0,8%, ao invés do 0,5% de contração previsto inicialmente.

 

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