Custo de vida em SP sobe 6,11% em 2008, maior alta em quatro anos
da Folha Online
O custo de vida na cidade de São Paulo subiu 6,11% em 2008, atingindo a maior alta desde 2004 (de 7,70%), segundo pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta quinta-feira. Em 2007, a taxa tinha ficado em 4,8%.
| André Vicente/Folha Imagem |
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| Inflação da baixa renda encerra 2008 em 7,37%, diz FGV; alimentos puxam índice |
Segundo o ICV (Índice do Custo de Vida) da entidade, os aumentos de preços ocorreram de forma heterogênea ao longo do ano, com inflação mais elevada nos itens de Alimentação (9,91%), Habitação (7,65%) e Despesas Pessoais (7,08%).
Entre os alimentos, "todos os subgrupos apresentaram altas marcantes, com os produtos in natura e semielaborados registrando elevação de 10,53%", conforme o Dieese.
Já os preços subiram com menos intensidade nas categorias Equipamento Doméstico (-1,38%), Vestuário (0,53%), Recreação (1,68%) e Transporte (2,16%). Os grupos Saúde (4,44%) e Educação e Leitura (5,25%) tiveram variações mais próximas do apurado para o índice geral, de 6,11%.
Segundo análise do Dieese, apesar de a taxa do ano de 2008 ter sido superior à de 2007, "ela não resulta de tendência de aumento, pois as variações foram menores em 2008, nos primeiro e quarto trimestres e maiores nos segundo e terceiro trimestres, não apontando um comportamento inflacionário crescente".
Ao longo de 2008, as famílias de menor poder aquisitivo (renda média de R$ 377,49) foram as mais afetadas pela alta de preços, com o custo de vida 6,75% maior. Para os estratos subsequentes, as taxas são menores: 6,16% (para renda média de R$ 934,17) e 5,92% (renda média de R$ 2.792,90).
| Jorge Araújo/Folha Imagem |
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| Segundo Dieese, cesta básica subiu até 29% em 2008; Porto Alegre tem maior preço |
Dezembro
Em dezembro, a alta do custo de vida no município São Paulo foi de 0,10%, ante 0,53% em novembro. Conforme a entidade, a taxa menor foi possível com a queda dos preços dos alimentos (0,20%) no último mês de dezembro, após taxas positivas em outubro (0,67%) e novembro (0,76%). No sentido contrário, os destaques ficaram por conta de Saúde (0,71%) e Vestuário (0,59%).
Segundo o Dieese, a variação negativa na categoria Alimentação foi determinada pelos produtos in natura e semielaborados (-1,05%). Taxas menores, porém positivas, ocorreram nos preços da indústria alimentícia (0,30%) e da alimentação fora do domicílio (0,81%).
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