Dinheiro
08/01/2009 - 15h17

Perda de emprego é a principal preocupação global, aponta pesquisa

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da Folha Online

A crise econômica global tornou a perda do emprego a principal preocupação em 22 países, que, em conjunto, respondem por cerca de 75% do PIB (Produto Interno Bruto) Mundial, superando itens como redução da pobreza, violência e corrupção. Os dados constam da pesquisa realizada pelo instituto Ipsos Global Public Affairs, divulgada nesta quinta-feira.

Entre as 22 mil pessoas ouvidas para a pesquisa, 41% responderam que o desemprego é a principal preocupação, um aumento de 13 pontos percentuais em relação ao registrado há um ano --à época, o desemprego era a quarta entre as principais preocupações.

"Empregos no mundo todo, essa é a preocupação número um", disse o responsável pela pesquisa, Clifford Young, segundo a agência de notícias Reuters. "Vai haver exigências sobre os governos por soluções."

A preocupação com a pobreza e a desigualdade social, e com crime e violência, vem em seguida lugar, com 35% cada; e a preocupação com corrupção e escândalos políticos é a seguinte, com 31% das respostas.

Em outubro de 2007, a preocupação com crime e violência era a primeira do ranking, seguida por pobreza e desigualdade social e corrupção e escândalos políticos.

Entre os países do G8 (EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália, França e Rússia), a preocupação com empregos foi a mais citada por 43% dos entrevistados; já entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), no entanto, o primeiro lugar é ocupado por corrupção e escândalos financeiros --o desemprego ficou em quatro lugar (20%), atrás de crime e violência (32%) e pobreza e desigualdade social (29%).

"O crime na América Latina é a principal questão há muito tempo", disse Young. "Essa questão se torna mais evidente porque quando as coisas pioram, preços sobem, as pessoas perdem seus empregos e se voltam para o crime (,,,) Na questão dos empregos, a desaceleração está apenas chegando a atingir os Brics, por isso o que esperamos para a próxima pesquisa é uma elevação na questão do desemprego. Há uma defasagem nesses países."

A pesquisa foi realizada entre abril e novembro do ano passado, e tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Foram ouvidas 1.000 pessoas nos seguintes países: Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Itália, Japão, México, Polônia, Reino Unido, República Tcheca, Rússia, Suécia e Turquia.

No mês passado, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos) previu que, para 2010, haverá de 20 a 25 milhões de desempregados a mais no mundo, dos quais entre oito e 10 milhões nos países da própria organização.

Para tentar reativar a economia, Gurría considerou que ainda existe uma margem na Europa e que o bloco deve ir além dos planos de estímulo fiscal já anunciados, que equivalem a 1,4% do PIB (Produto Interno Bruto).

Segundo a OCDE, a maioria dos países vai enfrentar uma recessão severa e prolongada, alguns até 2010, e recomendou um coquetel de retomada orçamentária, redução das taxas de juros e injeções de liquidez na economia em seu relatório semestral sobre as perspectivas econômicas.

A OIT (Organização do Trabalho) também estimou, no fim de outubro, que a crise aumentará o número de desempregados no mundo em 20 milhões, e considerou que o desemprego pode alcançar um recorde histórico de 210 milhões de pessoas no fim de 2009.

Os 15 países membros da União Europeia que integram a zona do euro são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta, Portugal e Eslovênia.

A OCDE possui 30 membros: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, EUA, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Noruega, Nova Zelândia, Polônia, Portugal, República Tcheca, Reino Unido, Suécia, Suíça e Turquia.

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
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Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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