Publicidade

Dinheiro
08/01/2009 - 18h18

Petróleo recua novamente após dados ruins nos EUA

Publicidade

da Folha Online

O preço do petróleo no mercado nova-iorquino sofreu nesta quinta-feira a segunda queda seguida, puxada mais uma vez por dados econômicos ruins nos Estados Unidos.

O barril do petróleo leve tipo WTI para entrega em fevereiro, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), fechou em baixa de 2,18%, negociado a US$ 41,70.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA

O preço chegou a atingir os US$ 50 nos últimos dias, devido às tensões no Oriente Médio, elevadas devido à ofensiva militar de Israel na faixa de Gaza. Além disso, a disputa entre Rússia e Ucrânia sobre gás natural também causou preocupação entre os investidores. Porém, o preço voltou a cair com o agravamento da crise nos Estados Unidos, o principal consumidor mundial da commodity.

Nos indicadores americanos, o panorama do mercado de trabalho é preocupante: hoje o Departamento do Trabalho informou que o número de pessoas recebendo o benefício há pelo menos duas semanas, no entanto, cresceu em 101 mil, atingindo 4,61 milhões, superando as expectativas dos analistas, que projetavam um total de 4,5 milhões.

Amanhã (9) o departamento deve divulgar os dados do mercado de trabalho no país referentes a dezembro; a expectativa é de que tenham sido fechados no país entre 475 mil e 500 mil postos de trabalho, com uma taxa de desemprego de 7%, a maior de toda a administração do presidente americano, George W. Bush. Ontem, a consultoria de recursos humanos ADP Employer Services informou que o setor privado da economia dos EUA perdeu 693 mil postos de trabalho em dezembro.

O aumento do desemprego é um dos principais motivos para a queda da demanda, que atinge diretamente o mercado de petróleo.

Segundo o Departamento de Energia, as reservas de gás caíram menos que o previsto na semana passada; a informação chega um dia depois de o departamento ter informado que as reservas de petróleo também contrariaram as expectativas --houve um aumento de 6,7 milhões de barris nas reservas americanas, contra previsões de um aumento de apenas 2 milhões.

"A demanda vai ser menor que o esperado e ainda temos muito petróleo nos navios-tanque e nas reservas", disse à agência de notícias Associated Press o presidente da Strategic Energy & Economic Research Inc., Michael Lynch. "Os estoques estão altos em termos de barris, mas quando pensamos que a demanda está baixa, os estoques se tornam muito altos."

Comentários dos leitores
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
1 opinião
avalie fechar
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... sem opinião
avalie fechar
Italo Martins (3) 03/12/2009 09h00
Italo Martins (3) 03/12/2009 09h00
Cássio,
A inflação de que você fala não é e não será factível, pois mesmo que se esteja aumentando a base monetária, depois da crise está ocorrendo uma desalavancagem dos agentes. Por outros lado, se a China seguir o que os países desenvolvidos estão desesperados para que ela faça (valorizar o Yuan), ai sim creio que teremos um processo inflacionário.
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4391)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca