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Dinheiro
09/01/2009 - 12h21

Mantega nega estatização do sistema financeiro

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Guido Mantega (Fazenda) negou que o governo esteja estatizando o sistema financeiro nacional ou socorrendo um banco em dificuldades. O Banco do Brasil anunciou nesta sexta-feira a compra de parte do Votorantim, por R$ 4,2 bilhões.

Pelo acordo fechado, o banco federal comprou 49,99% do capital votante e 50% do capital social --ou seja, a família manterá o controle acionário, mas a gestão será compartilhada. O presidente do BB, Antonio Francisco de Lima Neto, vai assumir a presidência do Conselho de Administração do Banco Votorantim.

Ricardo Marques/Folha Imagem
Mantega e Ermirio de Moraes Neto (Votorantim) participam de anúncio de nova compra do BB
Mantega e Ermirio de Moraes Neto (Votorantim) participam de anúncio de nova compra do BB

"O Votorantim é um banco sólido, que tem uma carteira que foi examinada durante muito tempo, que se junta com outro banco sólido. Estamos dando mais um passo no sentido de fortalecimento do BB", disse Mantega.

O ministro afirmou que a decisão de se fazer uma aquisição parcial se deve ao fato de que seria mais vantajoso manter o Votorantim como um banco privado. Pela legislação, os bancos estatais têm mais restrições para atuar em determinadas áreas. Ele destacou que as duas instituições têm atuações diferenciadas.

"O Votorantim tem uma grande carteira de financiamento de bens de consumo duráveis. É uma área em que o BB atua menos. É como se estivéssemos acoplando uma financeira a um banco comercial", afirmou Mantega.

Lima Neto, presidente do BB, destacou que a aquisição será importante para o que o banco estatal possa aumentar sua participação no segmento de financiamento de veículos.

"O BB continua líder no mercado de crédito. Caminhamos agora para R$ 230 bilhões", afirmou. "Mas nós não tínhamos uma presença mais forte no segmento de financiamento de veículos."

"Esta é uma parceira que traz benefícios a ambas as organização e esperamos com isso estar contribuindo com mais crédito para o desenvolvimento do país", disse José Ermírio de Moraes Neto, que assume o cargo de vice-presidente do Conselho do Votorantim.

Líder

A compra de metade Votorantim não colocou o BB novamente no topo das maiores instituições financeiras do país, posição perdida no ano passado para a fusão Itaú-Unibanco. A aquisição da Nossa Caixa pelo BB, por R$ 5,4 bilhões, em novembro do ano passado, foi um primeiro passo no sentido de recuperar a liderança.

Para o ministro, no entanto, ela fortalece a posição dos bancos estatais e aumenta a competição bancária, beneficiando o consumidor.

"Essa junção fomenta a competição no mercado financeiro. O governo quer que o mercado financeiro seja competitivo. Essas junções são importantes, e continuamos fortalecendo o sistema brasileiro", disse Mantega.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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