Dinheiro
09/01/2009 - 12h41

Brasil deixa de pagar US$ 600 milhões por gás boliviano

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

A redução na quantidade de gás natural importado da Bolívia representará uma economia de US$ 600 milhões ao Brasil, afirmou nesta sexta-feira o ministro Edison Lobão (Minas e Energia).

Segundo o ministro, o corte no volume de gás de 30 milhões de m3/dia para cerca de 19 milhões de m3/dia será mantido até abril. Nesse período, há muitas chuvas e as hidrelétricas são acionadas, desligando, assim, as termelétricas movidas a gás.

O CMSE (Conselho de Monitoramento do Setor Elétrico) se reuniu hoje e decidiu desligar praticamente todas as termelétricas. Apenas as usinas nucleares de Angra 1 e 2 (que geram 1.200 MW) e as termelétricas Norte Fluminense 1 e 2 (400 MW) permaneceram ligadas, por produzirem energia barata. Ao todo, as usinas que serão desligadas geram 8 mil MW.

"Temos a segurança do fornecimento de energia hidrelétrica. Estamos dando uma boa notícia, já que isso nos encaminha para um custo cada vez mais baixo", disse Lobão.

Lobão disse que ainda no primeiro o preço pago pela Petrobras pelo gás da Bolívia sofrerá reajuste, de acordo com o contrato. O valor acompanha o preço do petróleo, que está em queda. "Não creio que suba [o preço do gás]", disse.

Reunião

Lobão se reunirá às 16h com uma comitiva de ministros bolivianos para discutir o corte na demanda por gás. O ministro disse que ouvirá as propostas, mas disse que a decisão já está tomada.

"Não faremos nada que prejudique diretamente a Bolívia intencionalmente. Agora, se não precisamos do gás, também não podemos prejudicar o Brasil pagando pelo que não usamos", afirmou.

A Petrobras tem com a Bolívia contrato que prevê que, mesmo que não consuma, a estatal tem que pagar por pelo menos 19 milhões de m3/dia.

 

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