Sob pressão dos EUA, UBS fecha 19 mil contas de americanos
da France Presse, em Nova York
O banco suíço UBS vai fechar 19 mil contas abertas discretamente no exterior por residentes americanos, sob pressão do fisco dos Estados Unidos, por suspeitar que tal situação permitiria aos titulares sonegar impostos, informou nesta sexta-feira o jornal "The New York Times".
Os ativos dessas contas serão transferidos a outros bancos ou a outras divisões do UBS. O banco terá, assim, que emitir um cheque para os titulares de suas contas, com o que os fiscais da Receita americana terão documentos para apoiar suas acusações.
Os clientes também podem optar por depositar seu dinheiro em novas contas no exterior, com a obrigação de declarar as somas superiores a US$ 10.000. "Uma pessoa pode receber o cheque e depositá-lo em qualquer lugar e correr o risco de ser descoberto", segundo um cliente anônimo do UBS citado pelo jornal.
UBS, o maior banco privado do mundo, se comprometeu em julho a não abrir mais contas não declaradas de residentes nos Estados Unidos. O fisco americano estima que o banco suíço tenha ajudado à sonegação de impostos no valor de US$ 300 milhões.
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