Dinheiro
09/01/2009 - 16h31

Dados sobre empregos fazem petróleo cair abaixo de US$ 40

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da Folha Online

O preço do petróleo caiu abaixo dos US$ 40 o barril nesta sexta-feira após o anúncio pelo governo dos Estados Unidos da maior perda de empregos em um ano desde a Segunda Guerra Mundial.

O dado reforça as perspectivas de retração ainda maior do consumo, em setores que afetam diretamente o setor de energia.

10 questões para entender o tremor na economia

Às 15h59 (horário de Brasília), os contratos do barril de petróleo para entrega em fevereiro eram negociados a US$ 39,93, em queda de 4,24% em relação ao fechamento anterior (US$ 41,70).

O Departamento do Trabalho norte-americano divulgou hoje o fechamento de 524 mil postos de trabalho em dezembro e 2,6 milhões de vagas ao longo do ano. Esta foi a maior perda anual de empregos desde os 2,8 milhões de cortes em 1945. A taxa de desemprego atingiu 7,2%, a maior desde 1993.

Segundo os dados do governo, o número de pessoas desempregadas no país atingiu 11,1 milhões. Desde o início da recessão, em dezembro de 2007, o número de desempregados aumentou em 3,6 milhões, e a taxa de desemprego cresceu em 2,3 pontos percentuais.

A tensão no Oriente Médio, causada pela ofensiva militar de Israel na faixa de Gaza, e pela disputa entre Rússia e Ucrânia sobre gás natural, afetou o mercado petrolífero; os dados sobre a economia americana, no entanto, levaram os analistas a prever uma queda na demanda.

Nesta semana, o Departamento de Energia informou que os estoques de petróleo dos EUA cresceram em 6,7 milhões de barris, contra uma expectativa de crescimento de 2 milhões.

Em seu relatório diário, o analista de energia, Stephen Schork, destacou o enfraquecimento da economia, especialmente na indústria automotiva e de aço, com as montadoras prolongando as paradas programadas de fim de ano na América do Norte.

Segundo publicou o jornal "Washington Post" nesta sexta-feira, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou o pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo governo do presidente George W. Bush e promete expandir a ajuda financeira para pequenas empresas além de Wall Street.

Nos últimos dias, Obama prometeu um plano de resgate da economia de até US$ 800 bilhões para concentrar esforços na criação de ao menos três milhões de empregos. Nesta quinta-feira, o presidente prometeu um corte de US$ 1.000 em impostos para 95% das famílias de trabalhadores de classe média americanos.

Obama também prometeu dobrar a produção de energias alternativas nos três próximos anos e melhorar a eficiência energética em dois milhões de lares. O presidente repetiu novamente que a onda de pessimismo contagiou as famílias americanas, desesperadas com as perdas de milhões de postos de trabalho, e que a situação poderá piorar ainda mais se o plano não for aprovado imediatamente pelo Congresso.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1417) 25/11/2009 16h33
Luís da Velosa (1417) 25/11/2009 16h33
O que me intriga nessa história toda de energia limpa, não é outra coisa senão algumas nações teimarem em "queimar" combustíveis fósseis, possibilitando o crescente acúmulo de CO2 na atmosfera, elevando o alargamento, provocando o efeito estufa, da camada de ozônio, etc., etc. Se querem "limpar" o mundo, que pesquisem e utilizem, urgentemente, os biocombustíveis, a energia solar e a eólica. É um verdadeiro paradoxo. sem opinião
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O Pacificador (194) 20/11/2009 13h32
O Pacificador (194) 20/11/2009 13h32
Preço do petróleo tem forte recuo com alta do dólar...
Agora sim que a Venezuela, do Chávez doidão, vai para o buraco de uma vez.
Eles ao contrário do resto mundo estão entrando em profunda recessão, só agora.
Haviam conseguido se segurar pelas tabelas, graças ao petróleo.
Com a queda no valor do principal e único produto gerador de divisas de lá, e com apagões constantes e falta crônica de produtos de primeira necessidade acontecendo, a Venezuela pode estar entrando em franca bancarrota.
Seria o fim dos bolivarianos...
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Cassio Tavares (649) 17/11/2009 17h45
Cassio Tavares (649) 17/11/2009 17h45
Essa declaração do Aécio só vem confirmar a grande admiiração que tem pelo Presidente Lula. Ele que já havia dito assim ;
EU QUERO SER O CANDIDATO PÓS-LULA E NÃO O ANTI-LULA. E mais uma declaração assim : O PRESIDENTE LULA SERÁ LEMBRADO PELO POVO BRASILEIRO DURANTE 100 ANOS. E já repetiu várias vezes ( quase todos os dais ) que não aceita ser candidato a vice numa chapa com o Governador José Serra. Ou seja, besta ele não é. Iria correr um risco enorme de ficar sem nada e portanto segundo ele, ou será candidato do partido a presidente ou será candidato ao senado. Está novo e tem muito tempo para se candidatar em 2.014 ou em 2.018.
E o governador José Serra ? Ah, esse aí vai empurrando com a barriga a sua decisão sobre o caminho a tomar. Ele está numa tremenda saia justa porque não sabe como dizer ao partido que não será candidato a presidente da república, mas que irá tentar a reeleição ao governo de São Paulo. Outro que não é nada besta. E assim vai seguindo um partido sem discurso, sem rumo, sem projetos e também sem candidatos para as eleições de 2.010. Eta desgraceira. O mais curioso é que, não só o Gov. Aécio Neves em entrevista ao João Dória Jr. como também outros politicos do partido dizerem que não podem deixar de jeito nenhum que, na campanha de 2.010, os governistas façam as comparações entre o atual governo e o do Sr. Fernando Henrique. Mas isso já está decidido e não existe lei no Brasil que proiba essa campanha. E a coisa vai ficando cada vez mais preta.
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