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Dinheiro
11/01/2009 - 08h58

Governo poderá financiar imóveis de até R$ 500 mil

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SHEILA D'AMORIM
da Folha de S.Paulo em Brasília

O pacote habitacional que o governo está montando para tentar evitar uma queda brusca no crescimento poderá elevar o teto do valor dos imóveis a serem financiados pelo FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) dos atuais R$ 350 mil para cerca de R$ 500 mil.

A equipe econômica está dividida entre a necessidade de estimular a construção civil com medidas voltadas às classes média e alta ou focar os segmentos de renda mais baixa, mas o aumento deverá ocorrer.

Tudo começou com uma proposta apresentada pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), que criava o teto de R$ 800 mil. Pela proposta, a nova faixa valeria só para imóveis adquiridos até o final de 2010 e destinados a residência própria. Mas a ideia encontra resistências na Caixa Econômica Federal, gestora do FGTS, pois pode acelerar os saques num momento em que a economia deverá crescer menos, reduzindo o emprego com carteira assinada e, como consequência, os depósitos das empresas para o fundo.

Por isso, a proposta foi bombardeada dentro do governo. O secretário de reformas econômico-fiscais do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, propôs que o novo teto temporário seja menor e estabelecido pela correção do limite anterior por algum índice de preços, como o IPCA. Com isso, o valor poderia ficar em torno de R$ 500 mil.

O dinheiro dos trabalhadores depositado no FGTS está no centro do debate no governo. Com orçamento para investimentos em 2009 de R$ 27,4 bilhões e patrimônio de R$ 215 bilhões, o FGTS é uma fonte de recursos cobiçada. Recentemente, o fundo -destinado, por lei, para financiar projetos de habitação e saneamento que aumentem a rentabilidade dos recursos dos trabalhadores- já foi usado para estimular infraestrutura, socorrer construtoras e o BNDES.

Agora, o novo Plano Nacional de Habitação (PlanHab), base do pacote em discussão entre os ministérios da Fazenda e das Cidades para tentar turbinar a construção civil e evitar a queda no crescimento, prevê a concentração de recursos orçamentários e, principalmente, do FGTS para famílias com renda mensal até R$ 2.000.

Mas a demanda das empresas de construção, que têm a simpatia da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e de parte da equipe da Fazenda, é voltada para imóveis direcionados a pessoas com renda maior, bem acima do teto de R$ 2.000.

Apesar de representarem só 4% do déficit habitacional atual e 29% da demanda futura, segundo levantamento do governo, a avaliação é que esse segmento de renda mais elevada tem uma repercussão maior na economia, atraindo o interesse de bancos e de construtoras num momento em que todos os esforços da União são para manter empresas produzindo e trabalhadores consumindo.

Já as famílias de menor renda representam 96% do déficit habitacional atual e 71% da projeção de demanda futura e dependem de recursos do Orçamento e de dinheiro a fundo perdido do FGTS. Nesse grupo está a "nova classe média", famílias com renda até R$ 2.000, que entraram no mercado de consumo nos últimos anos e são a base eleitoral de Lula.

O desejo do presidente de atender a essa camada tem dado força nos debates do governo aos defensores da tese de concentrar os recursos em ações para quem ganha menos, deixando o restante para ser atendido com financiamentos de mercado, que têm como principal fonte a poupança.

Comentários dos leitores
Sr. M Mig ,vc ainda tem cotovelo se tem ele deve doer pra caramba em?
Qual tucanão vc representa aqui, acho que é o Arthur Virgilio, pois fala tanta aseira como ele.
Não vale apena debater como vc,pois os numeros estão ai, e Nº é a unica ciencia exata que existe.
Olha como está o cotovelo da Tucanada UIUI, AIAI.
sem opinião
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Charles Ribas (4) 09/07/2009 17h04
Charles Ribas (4) 09/07/2009 17h04
Só mesmo na democrática internet, para um cidadão comentar na Folha de S. Paulo, usando a palavra luxúria, tentando se referior ao luxo!
Democracia!!!
5 opiniões
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Thiago Lustosa (1) 09/07/2009 14h39
Thiago Lustosa (1) 09/07/2009 14h39
Voltando à história do Vaticano, o seu banco tem 8% dos casinos da Áustria. E ainda querem discordar da abertura dos jogos no Brasil. 3 opiniões
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Antonio Rodrigues Ferreira (37) 10/07/2009 09h39
Antonio Rodrigues Ferreira (37) 10/07/2009 09h39
SOBRE O COMENTARIO DE IRENY VAZ;
Faltou mencionar que:
-De Itamar até agora, tanto o dolar quanto o real tiveram inflação.
-Naquela época, só as dividas dos estados, que foi assumida pelo Governo Federal, somavam quase 200 bilhoes.
-A divida do FGTS, era de 49 bilhoes, que por ordem do supremo teve de ser incorporada aos seus 80 bilhoes?
-Outras dividas que estavam "no armario" também foram contabilizadas.
-Se a coisa fosse assim tão modesta, só o dinheiro arrecadado com as privatizações, não sei o numero certo mas só nas teles passou de 50 bilhoes, estariamos hoje sem dividas e emprestando dinheiro para o resto do mundo.
A proposito, de onde veio essa informação de 80 bilhoes no inicio do Governo Itamar?
Antonio Rodrigues Ferreira - Belo Horizonte
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ireny vaz (12) 09/07/2009 13h47
ireny vaz (12) 09/07/2009 13h47
EXPRESSÃO "QUINTO DOS INFERNOS"
O brasileiro sempre fora esfolado via impostos.
Aqui, exeto qdo colônia e império, a carga tributária esteve sempre diretamente ligada a rolagem da dívida pública.
De D. Pedro até Itamar A dívida pública alcançou o montante de 80 Bi.
Foram 5 séculos pra atingir esse patamar (sem TROCADILHOS: até ITAMAR).
Ao fim disso a carga atingiu 24% do pib
O quinto dos infernos já tava no QUARTO do inferninho ( ou quase isso).
EXPRESSÃO "QUINTO DOS INFERNOS", que nascera qdo colônia, teve seu ápce, recentemente.
Pós Itamar, conduzido, pelas suas mãos, fomos agraciados com a era apagônica. vulgo era fhc.
Surfou na boa onda do planos real que nascera no governo ITAMAR, arquitetado pelo economista-acadêmico BACHA e sua equipe, lançado sob RÍCUPERO como ministro da fazenda.
Como dito, surfou no 1º mandato.
Em seu 2º mandato, achando que surfaria por sua própria onda: naufragou:
Passamos a ter 2 quintos (dos infernos).
Pós desmandos administrativos em infra-estrutura e política fiscal/monetária a proer ops proeza:
a dívida pública EXPLODIU dos 80 Bi, pra
950 Bi. fez em 4 anos o que não se conseguiu fazer em 5 séculos.
CARGA TRIBUTÁRIA saiu de 24 pra quase 40% do pib potanto: 2 QUINTOS.
NÃO É UM INFERNO?
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Rodrigo Fagundes (30) 08/07/2009 16h04
Rodrigo Fagundes (30) 08/07/2009 16h04
Brasileiro só sabe reclamar. Até parece que no passado o Brasil era um país rico, todos ganhavam muito bem, não havia corrupção e o IDH era o mais alto do mundo. Pelo amos de Deus. O lema daqui deveria ser "Brasil: o país da hipocrisia" 6 opiniões
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