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Dinheiro
12/01/2009 - 09h10

Primeiro-ministro britânico anunciará plano de ajuda ao emprego

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da France Presse
da Folha Online

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown vai anunciar nesta segunda-feira um plano de 500 milhões de libras (US$ 746,7 milhões) para combater o desemprego, que contempla ajudas às empresas para que contratem e formem a trabalhadores, informa a imprensa britânica.

O plano, com a previsão da criação de 75 mil empregos, será anunciado em uma reunião com líderes de grandes empresas do país, sindicatos e organismos públicos, de acordo com a imprensa.

Também prevê ajudas para aqueles que desejam criar a própria empresa.

O desemprego aumentou em 2008 no Reino Unido e as previsões são de que a tendência prosseguirá este ano, caso o país entre oficialmente em recessão.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra (BC britânico) reduziu sua taxa básica de juros para 1,5%, menor nível desde a criação da autoridade monetária britânica, em 1694.

"Os indicadores de confiança dos empresários e dos consumidores caíram acentuadamente", informou o comitê em um comunicado divulgado logo após o anúncio da decisão. "O crescimento do comércio mundial neste ano provavelmente será o menor em um período considerável de tempo."

A economia britânica vem tentando evitar a recessão, mas os indicadores econômicos do país mostram que a situação é grave. O CIPD (Instituto do Pessoal e do Desenvolvimento, na sigla em inglês) já informou que 2009 pode ser o ano mais difícil em duas décadas para o mercado de trabalho no Reino Unido. O instituto, que representa o pessoal com cargos de confiança nas empresas, ponderou que o desemprego pode não alcançar os 3 milhões de pessoas em 2009. No entanto, advertiu que o período entre janeiro e a Semana Santa de 2009 será o pior desde 1991.

De acordo com números oficiais britânicos, o desemprego no Reino Unido está em 6% de sua força de trabalho, com 1,86 milhão de pessoas, o número mais alto desde 1997.

No último dia 5, o índice do setor de construção do Chartered Institute of Purchasing and Supply (CIPS)/Markit mostrou que a atividade do setor de construção britânico teve em dezembro a maior contração já registrada desde o início da pesquisa, em 1997.

 

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