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Dinheiro
12/01/2009 - 10h42

Papa pede novo estilo de vida solidário para sair da crise

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da Efe

O papa Bento 16 disse nesta segunda-feira que a grave crise econômica no mundo está ligada a uma crise estrutural, cultural e de valores, e que só com um estilo de vida baseado na sobriedade, na solidariedade e na responsabilidade é possível construir uma sociedade mais justa e um futuro melhor.

Bento 16 defendeu um estilo de vida "que reduza o individualismo e os interesses particulares em prol do bem de todos, prestando especial atenção às pessoas mais fracas, que não devem ser consideradas um peso, mas como um recurso que é preciso avaliar".

"Penso nas famílias, especialmente naquelas com filhos pequenos que têm direito a um futuro tranquilo, e nos idosos, muitos dos quais vivem em solidão e em condições preocupantes. Penso na falta de casas, na falta de trabalho e no desemprego juvenil, e na não fácil convivência entre grupos étnicos, no grande problema da imigração e dos ciganos", disse.

O pontífice afirmou que, para sair da crise, é necessário superar as divisões e delinear projetos estratégicos para os anos futuros, inspirados nos princípios e valores que fazem parte do patrimônio dos povos. Ele ainda ressaltou que é necessária uma sinergia entre todas as instituições para oferecer respostas às crescentes necessidades das pessoas.

Bento 16 disse que a obrigação do Estado é adotar as políticas sociais e econômicas, e, a da Igreja, é estimular a reflexão e a formação das consciências de todos os fiéis. Segundo o papa, "nunca como agora a sociedade civil entende que só com estilos de vida inspirados na sobriedade, na solidariedade e na responsabilidade é possível construir uma sociedade mais justa e um futuro melhor para todos".

O papa fez estas afirmações no discurso que dirigiu hoje ao governador da região do Lazio, Piero Marrazzo; ao prefeito de Roma, Gianni Alemanno; e o governante da Província de Roma, Nicola Zingaretti, recebidos no Vaticano para a tradicional troca de felicitações pelo novo ano.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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