Dinheiro
12/01/2009 - 13h05

Bush diz que poderá pedir mais US$ 350 bi de ajuda se Obama quiser

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da Folha Online
da France Presse

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta segunda-feira que está disposto a enviar ao Congresso um pedido pela segunda parte do plano de resgate financeiro de US$ 700 bilhões caso seu sucessor, Barack Obama, solicitar --ele assume a Presidência dia 20 de janeiro.

"Eu disse a ele que se ele acha que os US$ 350 bilhões são necessários, eu os pedirei ainda durante minha gestão", afirmou.

Ron Edmonds/AP
Na última entrevista como presidente dos EUA, Bush falou de crise econômica e Oriente Médio
Na última entrevista como presidente dos EUA, Bush falou de crise econômica e Oriente Médio

Segundo publicou o jornal "Washington Post" na última sexta-feira (9), Barack Obama criticou o pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo governo do presidente Bush e prometeu expandir a ajuda financeira para pequenas empresas além de Wall Street.

Recentemente, Obama prometeu um plano de resgate da economia de até US$ 800 bilhões para concentrar esforços na criação de ao menos três milhões de empregos. Na quinta-feira (8), o presidente anunciou um corte de US$ 1.000 em impostos para 95% das famílias de trabalhadores de classe média americanos.

Gaza

Em sua última entrevista coletiva como presidente dos Estados Unidos, Bush também disse desejar um cessar-fogo duradouro na faixa de Gaza, mas ponderou que isso depende da suspensão das hostilidades do Hamas contra Israel.

"Sou a favor de um cessar-fogo duradouro. E uma definição de cessar-fogo duradouro é que o Hamas deixe de disparar foguetes contra Israel. Acho que a escolha é do Hamas".

Bush advertiu ainda que a maior ameaça que seu Obama enfrenta é um ataque contra o território americano.

"A ameaça mais urgente com que terá de tratar, assim como os outros presidentes depois dele, é um ataque contra nosso território".

"Gostaria de poder dizer que este não é o caso, mas ainda há um inimigo lá fora que quer causar danos aos americanos. Essa será a maior a ameaça".

Nesse sentido, afirmou que a Coreia do Norte e o Irã são países ainda muito perigosos, principalmente por seu programa nuclear.

 

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