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Dinheiro
12/01/2009 - 15h10

Bush pede ao Congresso que libere 2ª parte do pacote de US$ 700 bi

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da Folha Online

O presidente americano, George W. Bush, pediu nesta segunda-feira ao Congresso que libere os US$ 350 bilhões restantes do Tarp (Programa para Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês), o pacote de US$ 700 bilhões aprovado em outubro do ano passado para resgatar empresas do setor bancário, informou a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino.

Segundo ela, Bush fez o pedido por solicitação do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, que assume o cargo no próximo dia 20. A porta-voz informou que a Casa Branca continuará trabalhando com a equipe de transição de Obama e com o Congresso em uma forma de viabilizar mais rapidamente a liberação dos recursos.

"Eu disse a ele que se ele acha que os US$ 350 bilhões são necessários, eu os pedirei ainda durante minha gestão", afirmou Bush, em uma coletiva realizada hoje.

O jornal americano "The Washington Post" havia informado na sexta-feira (9) que Obama criticou o Tarp e sinalizou mudanças na medida. Segundo o diário, Timothy Geithner, nomeado para o Departamento do Tesouro na gestão Obama, além de conselheiros como Lawrence Summers, têm trabalhado para modificar o pacote de ajuda de modo a beneficiar também municípios, pequenas empresas e consumidores.

Da primeira parte dos US$ 700 bilhões, US$ 250 bilhões foram utilizados para comprar ações em bancos como forma de reforçar seus balanços e permitir que pudesse retomar o fluxo normal de concessões de empréstimos --o que já marcava um desvio em relação à finalidade original do pacote: resgatar empresas do setor bancário com problemas ligados a papéis "podres" (com alto risco de calote).

No dia 12 de novembro, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, anunciou outra mudança na aplicação do pacote: agora o governo pretende injetar o dinheiro em empresas fora do setor bancário, como companhias de cartões de crédito e de financiamento automobilístico e estudantil.

No mês passado, o governo americano ampliou mais uma vez o alcance da ajuda, oferecendo um empréstimo de até US$ 17,4 bilhões ao setor automobilístico.

Nos últimos dias, Obama prometeu um plano de resgate da economia de até US$ 800 bilhões para concentrar esforços na criação de ao menos três milhões de empregos. Nesta quinta-feira, o presidente prometeu um corte de US$ 1.000 em impostos para 95% das famílias de trabalhadores de classe média americanos.

Obama também prometeu dobrar a produção de energias alternativas nos três próximos anos e melhorar a eficiência energética em dois milhões de lares. O presidente repetiu novamente que a onda de pessimismo contagiou as famílias americanas, desesperadas com as perdas de milhões de postos de trabalho, e que a situação poderá piorar ainda mais se o plano não for aprovado imediatamente pelo Congresso.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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