Dinheiro
12/01/2009 - 15h28

Poupança da Caixa cresce acima da média do mercado em 2008

Publicidade

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O saldo de depósitos na caderneta de poupança da Caixa Econômica Federal chegou a R$ 92,2 bilhões em 2008, conforme adiantou ontem o colunista Guilherme Barros, na edição dominical da Folha (íntegra restrita para assinantes do jornal e do UOL).

O valor representa um crescimento de 22,2% em relação ao ano passado, acima da expansão de 15% registrada na média de todo o sistema bancário.

A captação líquida (diferença entre os depósitos e as retiradas) ficou em R$ 10,8 bilhões, volume pouco superior ao de 2007 (R$ 10,7 bilhões). Nesse mesmo período, a captação do mercado caiu 47%. Com isso, a participação da Caixa subiu de 32,5% para 34,4%.

No ano passado, 2,5 milhões de clientes a mais do banco estatal investiram na poupança. Com isso, o número de contas chegou a 36,9 milhões.

Rentabilidade

O vice-presidente de pessoa física da Caixa, Fábio Lenza, disse que o investimento pode ser uma boa alternativa em um cenário de expectativa de queda dos juros, já que a poupança rende TR mais uma taxa fixa de 6% ao ano e ainda está isenta de Imposto de Renda. Apenas o percentual fixo já está acima da inflação prevista para este ano pelo mercado financeiro, que é de 5%.

"A poupança tende a ser ainda mais competitiva frente às outras modalidades de investimento financeiro num cenário de queda da taxa básica de juros', diz Lenza.

No ano passado, a caderneta de poupança teve um rendimento de 7,9%. A inflação foi de 9,81%, se medida pelo IGP-M, e de 5,9%, pelo IPCA. Os fundos do tipo DI e Renda Fixa tiveram um retorno próximo de 12%, sem descontar o Imposto de Renda, que varia de 15% a 22,5%. A poupança é isenta de IR.

Em relação ao rendimento esperado para este ano, um título de renda fixa do governo com vencimento em janeiro de 2010 paga hoje juros de 11,7% ao ano (sem descontar o IR). A expectativa do mercado para a Selic é de um juro médio de 12,11% neste ano.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
avalie fechar
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Cara Chris Maria.
Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
sem opinião
avalie fechar
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Parte 1
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
4 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4309)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca